Mercado reage a tensões globais e encontro entre líderes dos EUA e China
Câmbio abre o dia em alta de 0,09% enquanto investidores monitoram relações entre EUA e China e dados de inflação global.

O dólar abriu em leve alta nesta quarta-feira, acompanhando a expectativa global pelo encontro entre Trump e Xi Jinping, enquanto o mercado reage à inflação nos EUA e novos dados econômicos no Brasil.
O mercado financeiro iniciou as atividades desta quarta-feira (13) com o dólar operando em leve valorização de 0,09%, sendo negociado na casa dos R$ 4,90. O movimento reflete a cautela de investidores globais diante da reunião entre os líderes Donald Trump e Xi Jinping, cujas conversas podem redefinir os rumos comerciais entre os Estados Unidos e a China. Além do cenário diplomático asiático, as negociações de paz entre Washington e Teerã permanecem no radar devido ao impacto direto na segurança do transporte de petróleo no Estreito de Ormuz.
Internamente, o cenário econômico foi marcado por mudanças tributárias e indicadores de inflação. O governo federal editou uma medida provisória que isenta compras internacionais de até US$ 50 da incidência de impostos federais, revertendo uma taxação anterior de 20% que visava proteger a indústria nacional. Paralelamente, os dados do IBGE mostram que o IPCA de abril desacelerou para 0,67%, embora o custo dos alimentos continue exercendo pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras. No setor corporativo, a Petrobras reportou lucro expressivo de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre, beneficiada pela valorização da commodity no exterior.
Nos Estados Unidos, a persistência de preços elevados em energia e alimentos mantém o Federal Reserve sob pressão para conservar as taxas de juros em patamares restritivos. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano subiu 0,6% em abril, acumulando alta de 3,8% em doze meses, impulsionado pela estabilidade dos preços do petróleo acima de US$ 100 devido aos conflitos no Oriente Médio. Esse clima de incerteza também foi sentido na política nacional brasileira, com a recente pesquisa Quaest indicando um cenário de equilíbrio eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro para as próximas eleições.





