Economia

A metamorfose chinesa: o que mudou no país desde a última visita de Trump

Entre o luxo diplomático e tensões comerciais, Pequim exibe avanços em robótica e infraestrutura futurista para receber o líder americano.

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Redação 360 Notícia
13 de maio de 2026 às 12:002 min
A metamorfose chinesa: o que mudou no país desde a última visita de Trump
Foto: Reprodução
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Donald Trump visita Pequim pela primeira vez desde 2017, encontrando uma China tecnologicamente transformada e geopoliticamente mais forte. A cúpula com Xi Jinping ocorre em meio a tensões sobre IA, comércio e conflitos no Oriente Médio.

Donald Trump retorna à China nesta semana para seu primeiro encontro oficial com Xi Jinping desde 2017. Naquela ocasião, o republicano foi recebido com honrarias inéditas na Cidade Proibida, mas o cenário geopolítico atual revela uma China muito mais assertiva e tecnologicamente avançada. A recepção de agora, que inclui acesso ao exclusivo complexo de Zhongnanhai, ocorre em um momento de equilíbrio de forças, onde Pequim já não sente a necessidade de provar que está no mesmo nível de Washington, sendo reconhecida como uma potência equivalente.

A transformação chinesa na última década é visível para além dos centros políticos de Pequim. Cidades como Chongqing, apelidadas de metrópoles "8D" por sua arquitetura vertical e futurista que desafia o relevo montanhoso, tornaram-se símbolos do novo poderio tecnológico do país. Com investimentos massivos em robótica, inteligência artificial e energias renováveis, o governo de Xi Jinping busca consolidar "novas forças produtivas", projetando uma imagem de modernidade que atrai milhões de turistas internacionais enquanto tenta contornar desafios econômicos internos, como o alto endividamento local e a crise imobiliária.

A pauta diplomática entre os dois líderes é considerada espinhosa e reflete a nova realidade global. Além das tradicionais disputas comerciais e de tecnologia, temas sensíveis como a influência de Taiwan e as tensões envolvendo o Irã ganharam peso. Paralelamente, a China tem fortalecido sua autossuficiência, diversificando parceiros comerciais para diminuir a dependência do mercado norte-americano. Enquanto Trump mantém sua retórica de "América Primeiro", Pequim se posiciona como um eixo de estabilidade, operando uma estratégia de longo prazo que combina inovação industrial com um controle estatal rigoroso.

#China#Donald Trump#Xi Jinping#Tecnologia#Geopolítica

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