Lula relata ausência do Pix em conversa com Trump e brinca com adoção do modelo nos EUA
Mandatário brasileiro afirmou que tema não foi abordado em conversa de três horas, apesar de investigações comerciais dos EUA contra o sistema.

Após reunião na Casa Branca, Lula afirma que Donald Trump não abordou as críticas dos EUA ao Pix e brinca que espera ver o país adotando sistema semelhante no futuro.
Durante sua passagem por Washington, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou que o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix, não foi pauta de sua conversa reservada com Donald Trump. Apesar da expectativa de que o tema surgisse devido a recentes questionamentos comerciais por parte de Washington, Lula afirmou que o governante norte-americano não mencionou a ferramenta ao longo das quase três horas de diálogo na Casa Branca.
Em tom descontraído, o mandatário brasileiro comentou com jornalistas que levou o secretário-executivo da Fazenda para o encontro prevendo uma discussão técnica sobre o assunto. No entanto, como o tópico não foi levantado pelo anfitrião, Lula optou por manter o silêncio. Ele ainda aproveitou a oportunidade para brincar, expressando o desejo de que os Estados Unidos implementem, no futuro, um mecanismo financeiro tão eficiente quanto o brasileiro, citando que empresas americanas já operam com tecnologias similares.
A ausência do tema na reunião direta contrasta com a postura oficial adotada pela administração Trump nos meses anteriores. O governo dos EUA iniciou investigações sobre práticas de comércio eletrônico e serviços de pagamento digital, demonstrando preocupação com o possível favorecimento de sistemas estatais em detrimento de companhias privadas. Relatórios recentes da Casa Branca apontaram que o sucesso do Pix poderia representar um desafio para grandes operadoras de cartões de crédito norte-americanas.
Analistas do setor financeiro interpretam o movimento dos Estados Unidos como uma reação à perda de mercado de gigantes como Visa e Mastercard. Além disso, o avanço da internacionalização do Pix e o debate sobre a redução da dependência do dólar em blocos como o Brics são vistos por Washington como pontos de atenção estratégica. Mesmo diante dessas tensões nos bastidores e do escrutínio comercial, o encontro entre os dois líderes foi encerrado sem confrontos diretos sobre a tecnologia de transferência de valores.






