Balança comercial brasileira registra saldo recorde de US$ 10,5 bilhões em abril
Saldo comercial atingiu US$ 10,5 bilhões, o melhor desempenho para o mês desde 1989; soja e minérios impulsionaram resultado.

O Brasil registrou superávit recorde de US$ 10,53 bilhões na balança comercial em abril, impulsionado por soja, petróleo e minério de ferro. No acumulado do ano, o saldo positivo já ultrapassa US$ 24 bilhões.
O comércio exterior brasileiro atingiu um marco histórico no mês de abril, consolidando um saldo positivo de US$ 10,53 bilhões. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), este montante representa o maior superávit já registrado para o referido mês desde que o levantamento começou a ser realizado, em 1989. O crescimento foi de 37,5% na comparação com o desempenho apurado no mesmo intervalo do ano anterior.
O desempenho recorde foi impulsionado por um volume expressivo de exportações, que alcançaram US$ 34,1 bilhões no mês, apresentando um aumento de 14,3% na média diária. Em contrapartida, as importações somaram US$ 23,6 bilhões, o que indica uma expansão mais moderada de 6,2%. No acumulado do primeiro quadrimestre, a economia nacional já registra uma folga comercial de US$ 24,78 bilhões, valor que supera em 43,5% o resultado dos quatro primeiros meses de 2025.
As commodities continuam sendo o motor das vendas brasileiras para o mercado externo. A soja liderou as exportações, gerando US$ 6,96 bilhões, seguida de perto pelo petróleo bruto e pelo minério de ferro. O setor de proteínas animais também mostrou força, com a carne bovina registrando um salto de quase 30%. Por outro lado, as vendas de café não torrado apresentaram uma retração de 14,2% nas negociações internacionais durante o período consultado.
No que diz respeito aos parceiros comerciais, a China reforçou sua posição como o principal destino das exportações brasileiras, com um incremento de 32,5% nas compras. Países da África e o bloco Asean também intensificaram a aquisição de produtos nacionais. Em sentido oposto, as remessas para os Estados Unidos, Mercosul e União Europeia apresentaram variações negativas, refletindo mudanças na dinâmica de consumo desses importantes mercados globais.






