Política

Operação da PF avança sobre Ciro Nogueira e analisa delação de banqueiro no caso Master

Investigações revelam suposta mesada de R$ 500 mil a senador, enquanto Judiciário exige devolução de recursos para aceitar delação de banqueiro.

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Redação Automática
8 de maio de 2026 às 04:002 min
Operação da PF avança sobre Ciro Nogueira e analisa delação de banqueiro no caso Master
Foto: Reprodução
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A operação Compliance Zero investiga supostos repasses de R$ 500 mil ao senador Ciro Nogueira. Enquanto a Polícia Federal analisa milhares de arquivos, o STF e a PGR avaliam se a delação de Daniel Vorcaro é suficiente para um acordo.

As investigações da Polícia Federal no âmbito da operação Compliance Zero atingiram um novo patamar com a identificação de repasses mensais que somariam R$ 500 mil ao senador Ciro Nogueira (PP). O caso, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master, ganhou tração após a apreensão de dispositivos eletrônicos e o início das tratativas para uma delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. Em contrapartida às acusações, a defesa do parlamentar assegura que ele é inocente e que não possui qualquer envolvimento com as condutas ilícitas descritas pelos investigadores.

Apesar da entrega voluntária de dados por parte de Vorcaro, o conteúdo apresentado inicialmente é visto com reservas pela Procuradoria-Geral da República e pela Polícia Federal. Interlocutores do caso apontam que as informações contidas nos arquivos entregues pelo banqueiro ainda não superam o que já foi descoberto de forma independente pelas autoridades. Além disso, existe um volume colossal de material apreendido, incluindo milhares de registros audiovisocais em aparelhos celulares, que ainda passam por uma minuciosa perícia técnica para validar novos braços da investigação.

No Judiciário, a postura é de rigor quanto aos termos de um possível acordo de colaboração. Ministros do Supremo Tribunal Federal têm indicado que a homologação da delação de Daniel Vorcaro depende não apenas da revelação de novos fatos, mas principalmente da reparação total dos danos financeiros causados pelo esquema. Sem a devolução integral dos ativos desviados, a proposta de colaboração corre o risco de ser rejeitada, mantendo a pressão sobre os envolvidos enquanto o inquérito avança sobre as conexões políticas e financeiras do grupo.

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