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Melqui Galvão é transferido para São Paulo após prisão por denúncias de abuso sexual

Acusado de abusar de alunas, o treinador e policial civil foi transferido de Manaus para a capital paulista sob custódia legal.

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Redação Automática
8 de maio de 2026 às 05:002 min
Melqui Galvão é transferido para São Paulo após prisão por denúncias de abuso sexual
Foto: Reprodução
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O treinador Melqui Galvão foi transferido do Amazonas para São Paulo após ser preso por suspeita de abusos sexuais contra ex-alunas. O caso envolve pelo menos três vítimas e tentativas de suborno para evitar denúncias.

O treinador de jiu-jítsu Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido no cenário esportivo como Melqui Galvão, desembarcou na região metropolitana de São Paulo na noite da última quinta-feira (7). Alvo de denúncias de crimes sexuais, o professor foi transferido de Manaus, onde estava detido desde abril, para a capital paulista em um voo comercial. A transferência atende a uma determinação judicial motivada por investigações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo.

De acordo com o inquérito liderado pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Melqui é suspeito de cometer abusos contra pelo menos três ex-alunas. O caso ganhou repercussão após o relato de uma jovem de 17 anos, residente nos Estados Unidos, que detalhou episódios de atos libidinosos sem consentimento ocorridos durante torneios internacionais. A polícia também investiga outros registros que remontam a anos anteriores, incluindo o depoimento de uma vítima que alega ter sofrido abusos quando possuía apenas 12 anos de idade.

As evidências reunidas pelas autoridades indicam que o investigado teria tentado silenciar as vítimas por meio de propostas financeiras, conforme sugerem gravações em que Galvão admitiria os atos de forma indireta. Além de sua atuação no esporte, Melqui é policial civil no Amazonas, cargo do qual foi afastado de forma preventiva. Antes de sua transferência, ele ocupava uma cela especial na Delegacia Geral em Manaus devido à sua condição de servidor público.

Enquanto o processo avança na justiça paulista, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao treinador na cidade de Jundiaí, no interior de São Paulo. A Polícia Civil do Amazonas informou que segue colaborando com o caso, colhendo depoimentos presenciais e virtuais para esclarecer toda a extensão das condutas atribuídas ao professor, que teve sua prisão temporária decretada após se apresentar espontaneamente em Manaus no mês passado.

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