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Lula defende soberania sobre minerais estratégicos em diálogo com Trump na Casa Branca

Em visita a Washington, presidente brasileiro destaca nova política de mineração e busca investimentos globais para processamento local de minérios críticos.

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Redação Automática
8 de maio de 2026 às 02:002 min
Lula defende soberania sobre minerais estratégicos em diálogo com Trump na Casa Branca
Foto: Reprodução
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Em encontro com Donald Trump, o presidente Lula reforçou que minerais críticos são ativos de soberania nacional e defendeu parcerias globais para industrialização desses recursos no Brasil.

Durante visita oficial aos Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a importância estratégica dos recursos minerais brasileiros em conversação com o presidente Donald Trump. O encontro, realizado na Casa Branca, serviu para que o líder brasileiro apresentasse as novas diretrizes aprovadas pelo Legislativo, que elevam a exploração de terras raras e minerais críticos ao status de prioridade ligada à soberania nacional brasileira. Lula destacou que a gestão desses ativos agora contará com um Conselho vinculado diretamente à Presidência da República.

A pauta ganhou força após a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de um projeto que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A medida prevê o mapeamento completo do subsolo nacional e a criação de incentivos financeiros, incluindo um fundo de R$ 2 bilhões e créditos tributários de R$ 5 bilhões. O objetivo central é fomentar o processamento desses materiais dentro do território brasileiro, evitando que o país atue apenas como exportador de matéria-prima bruta para o mercado internacional.

Em coletiva de imprensa realizada na embaixada em Washington, Lula manifestou abertura para investimentos globais, citando parcerias potenciais com países como China, Japão e potências europeias, além dos próprios Estados Unidos. O presidente reforçou que o Brasil busca compartilhar tecnologia e participar da cadeia de valor gerada por minérios como o nióbio e o níquel. O encontro de quase três horas é visto como um movimento diplomático para suavizar tensões comerciais e reestabelecer fluxos de cooperação econômica entre as duas maiores economias das Américas.

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