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Lula aponta avanço chinês e cobra retorno de investimentos dos EUA no Brasil

Em reunião na Casa Branca, presidente brasileiro defendeu que Washington retome o protagonismo comercial para equilibrar influência chinesa.

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Redação Automática
8 de maio de 2026 às 02:002 min
Lula aponta avanço chinês e cobra retorno de investimentos dos EUA no Brasil
Foto: Reprodução
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Lula se reúne com Trump em Washington e alerta sobre a perda de espaço econômico dos EUA para a China no Brasil. O presidente brasileiro defendeu uma maior participação norte-americana em projetos de infraestrutura nacionais.

Em encontro bilateral realizado na Casa Branca nesta quinta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou ao homólogo norte-americano, Donald Trump, a necessidade de uma retomada nos investimentos dos Estados Unidos no Brasil. Segundo o mandatário brasileiro, o recuo da presença econômica de Washington na América Latina nos últimos anos abriu caminho para que a China preenchesse vácuos estratégicos, especialmente em setores de infraestrutura e grandes licitações públicas.

Durante a reunião, Lula pontuou que os EUA e a Europa desviaram o foco da região nas últimas décadas, redirecionando atenções para o Leste Europeu e outras zonas globais. No caso americano, o presidente destacou que a relação se tornou excessivamente limitada ao combate ao narcotráfico. A tentativa do governo brasileiro é convencer a atual administração estadunidense de que o mercado nacional oferece oportunidades competitivas que têm atraído prioritariamente capitais asiáticos na ausência de participação norte-americana.

A comitiva de Lula em Washington contou com a presença de cinco ministros, abrangendo áreas como Fazenda, Relações Exteriores e Justiça. A agenda de trabalho buscou abordar temas de alta complexidade, incluindo o comércio de terras raras, a regulação de plataformas digitais e investigações sobre sistemas de pagamento. O diálogo ocorre em um momento de reconstrução da diplomacia entre os dois países, após um período marcado por tensões comerciais e sanções econômicas impostas anteriormente.

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