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Homem é detido em Maceió após descumprir medida protetiva contra mãe de 90 anos

Suspeito violou ordem restritiva e foi detido em flagrante após denúncia da própria filha para proteger a avó portadora de Alzheimer.

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Redação 360 Notícia
26 de maio de 2026 às 11:003 min
Homem é detido em Maceió após descumprir medida protetiva contra mãe de 90 anos
Foto: Reprodução
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Homem foi preso em Maceió após violar medida protetiva que visava proteger sua mãe de 90 anos, portadora de Alzheimer. O flagrante ocorreu no bairro Ponta Grossa, e o suspeito confessou saber da restrição judicial. Veja os detalhes do caso.

Um episódio de extrema vulnerabilidade e desrespeito à determinação judicial mobilizou as forças de segurança de Alagoas no início desta semana. Na noite de segunda-feira (25), um homem, cuja identidade não foi revelada pelas autoridades policiais, foi preso em flagrante no bairro da Ponta Grossa, localizado na zona sul de Maceió. O motivo da detenção foi o descumprimento de uma medida protetiva de urgência que visava garantir a segurança de sua própria mãe, uma idosa de 90 anos que padece da Doença de Alzheimer. O caso destaca as dificuldades enfrentadas pelo sistema de Justiça e pela rede de proteção social em assegurar que ordens restritivas sejam efetivamente cumpridas, especialmente em contextos familiares complexos.

A situação foi denunciada pela própria filha do acusado, neta da vítima, que agiu para proteger a integridade da avó. De acordo com os relatos da Polícia Militar, a testemunha informou que o pai se aproximou da residência da idosa, violando abertamente a área de exclusão determinada pelo Poder Judiciário. Ao ser abordado pelas guarnições no local, o suspeito não negou a infração; pelo contrário, ele admitiu aos policias que possuía pleno conhecimento da existência da medida protetiva e dos riscos legais que corria ao ignorá-la. A motivação específica que levou à concessão original da medida protetiva não foi detalhada pela Polícia Civil, mas o documento costuma ser emitido em casos de violência doméstica, patrimonial ou psicológica.

O quadro clínico da idosa conferiu uma camada adicional de gravidade à ocorrência. Por ser portadora de Alzheimer, uma doença neurodegenerativa que afeta a memória e as capacidades cognitivas, a vítima se encontra em um estado de dependência severa, incapaz de se defender ou de compreender plenamente a ameaça à sua volta. Diante da fragilidade da idosa, sua neta precisou acompanhá-la até a Central de Flagrantes, situada no bairro do Tabuleiro dos Martins, para que os procedimentos legais fossem realizados. A presença da neta foi essencial para garantir o acolhimento da vítima enquanto o suspeito recebia voz de prisão e era formalmente autuado pelo crime de descumprimento de ordem judicial.

Este incidente traz à tona um debate relevante sobre a proteção da terceira idade no Brasil. A Lei Maria da Penha e o Estatuto do Idoso preveem mecanismos rigorosos para coibir abusos cometidos por membros da família, que, estatisticamente, são os principais agressores de pessoas idosas. No caso específico de Maceió, o descumprimento de uma medida protetiva é considerado um crime autônomo, conforme previsto no artigo 24-A da Lei 11.340/06, o que impede a autoridade policial de conceder fiança na delegacia, transferindo a decisão sobre a liberdade do custodiado para o magistrado durante a audiência de custódia. A recorrência desses casos demonstra que, muitas vezes, apenas a proibição legal não é suficiente para afastar agressores quando há um histórico de conflito intrafamiliar.

O futuro imediato do acusado agora depende do entendimento do Poder Judiciário alagoano, que deve avaliar se a prisão preventiva será mantida para resguardar a integridade física e mental da idosa de 90 anos. Enquanto isso, o caso serve de alerta para a importância da rede de apoio familiar e comunitária na vigilância de situações de risco. Especialistas em direitos humanos e gerontologia reforçam que o isolamento e as condições de saúde, como o Alzheimer, tornam a denúncia por terceiros — como fez a neta — o único caminho para interromper ciclos de violência ou de assédio contra o idoso. O homem permanece à disposição da Justiça na capital alagoana, aguardando os desdobramentos do processo criminal.

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