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Candidatura de Cláudio Castro ao Senado naufraga após nova operação da PF sobre Banco Master

Operação da PF revela aportes de R$ 3 bilhões e isola ex-governador no PL; cúpula já busca substituto com aval de Bolsonaro.

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Redação 360 Notícia
26 de maio de 2026 às 12:003 min
Candidatura de Cláudio Castro ao Senado naufraga após nova operação da PF sobre Banco Master
Foto: Reprodução
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A nova fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal revelou aportes de R$ 3 bilhões do governo do Rio no Banco Master, enterrando as chances eleitorais de Cláudio Castro. O PL já articula substitutos enquanto a inelegibilidade do ex-governador se torna praticamente irreversível judicialmente.

O cenário político do Rio de Janeiro sofreu um abalo sísmico nesta terça-feira, 26 de maio, com o desdobramento da nova fase da Operação Compliance Zero. A ação da Polícia Federal atingiu diretamente o ex-governador Cláudio Castro, colocando em xeque não apenas sua reputação, mas a viabilidade de seus projetos eleitorais para o futuro próximo. A investigação foca em movimentações financeiras bilionárias envolvendo o governo estadual e o Banco Master, revelando que os aportes realizados por órgãos fluminenses, como o RioPrevidência, alcançaram a marca de R$ 3 bilhões. O valor é significativamente superior aos R$ 1 bilhão estimados inicialmente pelas autoridades, o que eleva a gravidade das suspeitas de gestão irregular e favorecimento indevido.

A cúpula do Partido Liberal (PL), legenda à qual Castro é filiado, reagiu com pessimismo diante dos novos fatos. Nos bastidores da sigla, a avaliação predominante é de que a pretensão do ex-governador de disputar uma vaga no Senado Federal nas próximas eleições tornou-se insustentável. Embora o partido evite um anúncio oficial de ruptura neste momento para evitar desgastes imediatos, interlocutores da legenda admitem que a imagem pública do político foi severamente comprometida. A principal preocupação reside na conexão direta entre a gestão estadual e o empresário Daniel Vorcaro, figura central do Banco Master e descrito por lideranças partidárias como um nome de alta toxicidade no ambiente político atual devido ao seu envolvimento em controvérsias financeiras.

O contexto de Cláudio Castro já era delicado antes mesmo desta nova investida da Polícia Federal. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia emitido decisões que declaravam sua inelegibilidade, fruto de processos anteriores relacionados a abusos de poder político e econômico. Até então, a estratégia da defesa de Castro e de seus aliados mais próximos era insistir na candidatura "sub judice", apostando em recursos protelatórios no próprio TSE e, posteriormente, em instâncias do Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, o volume dos novos dados financeiros apurados pela PF e o tom das críticas internas indicam que o respaldo jurídico e político para essa manobra está se esgotando rapidamente, com ministros da Suprema Corte sinalizando que a confirmação da inelegibilidade é apenas uma questão de tempo.

Com a provável saída de cena de Castro, o foco das discussões no PL se volta para a definição de um substituto de peso que possa assegurar a influência da direita no Rio de Janeiro, base eleitoral histórica da família Bolsonaro. A palavra final sobre o nome que herdará o espólio político e a indicação para o Senado caberá ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro, que já movimenta as peças para uma possível candidatura presidencial, chegou a ventilar o nome de sua mãe para a disputa, mas fontes internas indicam que o patriarca da família deve vetar essa opção, preferindo um perfil com maior capilaridade política ou alinhamento técnico específico para o cargo.

Para o eleitor brasileiro, e especialmente o fluminense, o caso levanta alertas sobre a segurança dos fundos de previdência estaduais e a transparência na utilização de recursos públicos em parcerias com o setor privado. A Operação Compliance Zero expõe o risco de usar autarquias destinadas ao pagamento de aposentadorias como ferramentas de socorro financeiro a instituições bancárias privadas sob o manto de investimentos estratégicos. O desdobramento das investigações promete não apenas definir o futuro político de Cláudio Castro, mas também redesenhar as alianças partidárias no Rio de Janeiro, um estado que historicamente enfrenta crises de governabilidade e cujos ex-gestores frequentemente se veem às voltas com o sistema judiciário. Os próximos meses serão decisivos para entender como o PL irá se reorganizar para manter sua hegemonia no território fluminense sem a participação direta do ex-governador.

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