Notícias

Operação do Gaeco desmonta esquema de fraude em fretes e devoluções no interior de SP

Gaeco cumpre mandados em Rio Preto e região contra grupo suspeito de causar prejuízo de R$ 2,5 milhões a plataforma de e-commerce.

Por
Redação 360 Notícia
26 de maio de 2026 às 13:003 min
Operação do Gaeco desmonta esquema de fraude em fretes e devoluções no interior de SP
Foto: Reprodução
Compartilhar

Operação do Gaeco mira grupo criminoso responsável por fraudes milionárias em plataforma de vendas no interior paulista. Esquema envolvia manipulação de fretes e devoluções, gerando prejuízo superior a R$ 2,5 milhões. Mandados foram cumpridos em Rio Preto e região.

Uma grande ofensiva coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público, foi deflagrada na manhã desta terça-feira (26) para desmantelar uma sofisticada rede criminosa especializada em fraudar sistemas de vendas online. A operação concentra seus esforços no interior de São Paulo, especificamente em cidades nas proximidades de São José do Rio Preto, onde investigadores acreditam que operava um esquema de enriquecimento ilícito que causou rombos financeiros significativos a uma conhecida plataforma de comércio eletrônico. Até o momento, os prejuízos calculados superam a marca de R$ 2,5 milhões, valor que pode aumentar conforme novos dados forem analisados pelas autoridades.

A ofensiva judicial envolveu o cumprimento de dez mandados de busca e apreensão, expedidos com o objetivo de colher provas documentais e digitais que comprovem a materialidade dos delitos. Os agentes percorreram endereços residenciais e comerciais nos municípios de Rio Preto, Bálsamo, Mirassol e Tanabi. O foco das investigações recai sobre um grupo composto por pessoas físicas e empresas de fachada que, de forma articulada, exploravam vulnerabilidades nos sistemas de frete e no processamento de devoluções de mercadorias. Esse tipo de crime tem se tornado cada vez mais comum no Brasil, à medida que o e-commerce se expande, exigindo vigilância constante das forças de segurança e dos departamentos de compliance das empresas.

De acordo com o Ministério Público, a investigação identificou dois núcleos distintos de atuação criminosa que, embora operassem de forma independente em certos aspectos, compartilhavam o mesmo "modus operandi" e possuíam conexões diretas entre seus integrantes. O esquema consistia basicamente em manipular os registros de transporte e solicitar reembolsos indevidos por produtos que, muitas vezes, sequer chegavam a ser devolvidos ou cujos processos de logística eram simulados eletronicamente. Essa manipulação permitia que os criminosos recebessem valores referentes a fretes inexistentes ou garantissem o estorno de pagamentos sem o retorno do bem material ao estoque do site, gerando lucro duplo para os fraudadores.

Este cenário de crimes cibernéticos e fraudes logísticas acende um alerta para o setor de varejo digital no Brasil. Para o consumidor final, os impactos podem ser sentidos indiretamente através do aumento nos custos operacionais das plataformas, que acabam repassando esses prejuízos aos preços dos produtos ou encarecendo as taxas de entrega para cobrir perdas com segurança. Além disso, a complexidade da investigação conduzida pelo Gaeco ressalta a necessidade de rastreabilidade rigorosa em todas as etapas da cadeia de suprimentos, desde a separação do item no centro de distribuição até a logística reversa, que é frequentemente o ponto mais frágil dos processos de venda remota.

Os próximos passos da operação "frete fantasma" envolvem a perícia técnica em computadores, celulares e documentos contábeis apreendidos durante as buscas de hoje. Os promotores buscam agora identificar se houve conivência de funcionários internos da plataforma ou se o grupo utilizava softwares maliciosos para burlar a segurança do site. Os envolvidos poderão responder por crimes como associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro. A operação reforça o papel ostensivo do Ministério Público paulista no combate aos crimes de colarinho branco e às fraudes digitais que ameaçam a estabilidade econômica de grandes empresas e a confiança do ecossistema de compras pela internet no país.

#Gaeco#fraude logística#São José do Rio Preto#crime organizado#estelionato digital#e-commerce#Ministério Público SP#segurança digital

Leia também