Filme sobre Bolsonaro acumula denúncias de abusos trabalhistas e polêmica financeira
Produção "Dark Horse" é alvo de relatórios que apontam alimentação inadequada, atrasos de pagamento e assédio moral contra equipe brasileira.

Produção sobre Jair Bolsonaro enfrenta denúncias de trabalho precário, assédio e irregularidades contratuais, enquanto o senador Flávio Bolsonaro é apontado como intermediário de aporte milionário.
A cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulada "Dark Horse", tornou-se alvo de polêmicas que envolvem desde o seu financiamento milionário até graves denúncias trabalhistas. Relatórios do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de São Paulo (SATED/SP) detalham um cenário de precariedade durante as filmagens na capital paulista. Entre as queixas registradas por profissionais brasileiros e figurantes, constam relatos de alimentação insuficiente e estragada, atrasos em pagamentos e jornadas exaustivas superiores a oito horas diárias.
As irregularidades apontadas pelo sindicato incluem ainda o tratamento privilegiado ao elenco estrangeiro em comparação aos trabalhadores locais, além de episódios de assédio moral e até uma denúncia de agressão física no set. Outro ponto crítico mencionado no documento são as revistas pessoais consideradas invasivas, com abordagens inadequadas por parte da segurança. No campo administrativo, a produção é suspeita de utilizar mão de obra estrangeira sem o recolhimento das taxas obrigatórias e sem a devida regularização junto aos órgãos de classe brasileiros.
Paralelamente aos problemas nos bastidores, o financiamento do longa ganhou repercussão após a divulgação de mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. O parlamentar teria solicitado aportes que somariam R$ 61 milhões para garantir a continuidade da obra. O valor é expressivo para os padrões do audiovisual nacional, superando com folga o orçamento de produções premiadas internacionalmente. Embora Flávio Bolsonaro defenda a legalidade dos recursos privados, a produtora GOUP Entertainment negou oficialmente ter recebido investimentos diretos do banqueiro ou de suas empresas.





