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O dia do impacto: como o asteroide de Yucatán redesenhou a vida na Terra

Pesquisadores reconstroem os eventos catastróficos que alteraram o clima global e dizimaram metade das espécies do planeta há 66 milhões de anos.

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Redação 360 Notícia
15 de maio de 2026 às 09:002 min
O dia do impacto: como o asteroide de Yucatán redesenhou a vida na Terra
Foto: Reprodução
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Pesquisadores detalham os efeitos devastadores do asteroide que atingiu a Terra há 66 milhões de anos, provocando escuridão total, frio extremo e a extinção de metade das espécies.

Há 66 milhões de anos, o Período Cretáceo chegou a um fim abrupto com a queda de um asteroide de aproximadamente 10 quilômetros de diâmetro na atual Península de Yucatán, no México. Especialistas em paleontologia e meteorítica descrevem que o impacto gerou uma liberação massiva de energia térmica, cinética e sísmica, vaporizando rochas instantaneamente e criando uma cratera de 180 quilômetros de extensão. O evento não apenas incinerou a vida em um raio de milhares de quilômetros, mas também desencadeou megatsunamis de 100 metros de altura e ventos com força superior a furacões de categoria 5.

As consequências imediatas foram seguidas por um desastre global prolongado. A atmosfera foi preenchida por fuligem e poeira, bloqueando a luz solar e reduzindo a visibilidade a quase zero em poucos dias. Esse cenário impediu a fotossíntese, colapsando as cadeias alimentares terrestres e marinhas. Além da escuridão, a reação química do impacto com minerais de enxofre no solo resultou em chuvas ácidas corrosivas, que alteraram o pH dos oceanos e devastaram a vegetação sobrevivente, tornando o ambiente terrestre hostil para a maioria das formas de vida.

A longo prazo, a Terra mergulhou em um rigoroso "inverno de impacto", com quedas drásticas de temperatura que duraram anos. Estima-se que cerca de metade das espécies do planeta, incluindo os dinossauros não-aviários, tenham sido extintas. Apenas pequenos animais capazes de se esconder em tocas ou com dietas mais flexíveis, como alguns mamíferos e répteis menores, conseguiram resistir. Essa reconfiguração drástica do ecossistema global permitiu que os sobreviventes ocupassem novos nichos, moldando a biodiversidade que conhecemos hoje.

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