Estudante gaúcho desenvolve assistente virtual para apoiar alunos neurodivergentes
Kelvin Moraes, de 17 anos, utilizou tecnologia para criar suporte personalizado a alunos neurodivergentes em Novo Hamburgo.

O estudante gaúcho Kelvin Moraes desenvolveu a Flexia, uma inteligência artificial que utiliza o método socrático para auxiliar alunos com TDAH e dislexia no aprendizado escolar.
Movido pela necessidade de encontrar soluções para os desafios acadêmicos enfrentados por estudantes neurodivergentes, Kelvin Moraes, de 17 anos, criou a Flexia. O jovem de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, uniu seus conhecimentos técnicos na área de sistemas com pesquisas científicas sobre TDAH e dislexia para estruturar uma assistente virtual capaz de mediar o aprendizado em sala de aula, especialmente quando o suporte individualizado dos professores é limitado.
Diferente de ferramentas que fornecem respostas diretas, a Flexia utiliza o método socrático, estimulando o raciocínio crítico por meio de perguntas que levam o próprio aluno a encontrar a resolução dos problemas. A inteligência artificial foi configurada através de engenharia de prompt especializada, garantindo que as instruções e o tom de voz se adaptem às demandas específicas de quem possui dificuldades de concentração ou processamento de linguagem.
O projeto, que surgiu como uma entrega acadêmica durante sua formação técnica no Senac, agora busca parcerias para se manter viável. Embora a tecnologia já esteja pronta para implementação, o alto custo de manutenção das IAs exige suporte de instituições ou usuários interessados. Após concluir o ensino médio, o jovem planeja aprofundar seus estudos unindo as áreas de tecnologia e psicologia para aprimorar ainda mais a ferramenta.





