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Brasil registra sete casos de hantavírus em 2026 sem conexão com surto internacional

Ministério da Saúde descarta ligação de casos nacionais com variante identificada em cruzeiro; Paraná confirma novos registros.

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Redação Automática
9 de maio de 2026 às 05:002 min
Brasil registra sete casos de hantavírus em 2026 sem conexão com surto internacional
Foto: Reprodução
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Brasil soma sete casos de hantavírus em 2026, todos sem vínculo com o surto ocorrido em navio na Argentina. OMS monitora casos internacionais, mas classifica o risco global como baixo.

O Ministério da Saúde informou que o Brasil contabiliza sete diagnósticos de hantavirose em 2026. De acordo com as autoridades sanitárias, nenhuma das ocorrências registradas em território nacional possui relação com o genótipo Andes — variante identificada em um surto recente ocorrido em um cruzeiro que partiu da Argentina. A situação atual mostra um recuo em comparação ao ano de 2025, quando o país fechou o período com 35 casos confirmados.

No Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou as duas notificações mais recentes na última sexta-feira (8), envolvendo moradores das cidades de Ponta Grossa e Pérola d'Oeste. O órgão estadual ainda monitora 11 casos suspeitos, enquanto outros 21 já foram descartados após exames laboratoriais. No Brasil, o vírus é transmitido principalmente pela inalação de partículas vindas de excretas de roedores silvestres, sem evidências de transmissão direta entre seres humanos nos casos locais.

Enquanto o cenário brasileiro é considerado estável, a Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha um surto internacional vinculado ao navio MV Hondius, que resultou em três mortes. Embora o genótipo Andes permita a transmissão entre pessoas, a OMS classifica o risco global de disseminação como baixo. A diretoria da organização reforçou que o episódio no cruzeiro é um evento isolado em ambiente confinado e não sinaliza o início de uma nova crise sanitária global, como a ocorrida na pandemia de Covid-19.

A hantavirose pode evoluir para a Síndrome Cardiopulmonar, apresentando sintomas como febre alta, dores musculares e dificuldades respiratórias. Não há um tratamento antiviral específico, sendo o atendimento focado no suporte clínico e controle dos sintomas, por vezes exigindo internação em UTIs. Especialistas recomendam precauções rigorosas para profissionais expostos, incluindo o uso de equipamentos de proteção, devido à natureza respiratória do contágio inicial por aerossóis de roedores.

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