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Governo acelera repasse de R$ 2,4 bilhões em emendas após revés político no Senado

Liberação bilionária ocorre em meio a votações estratégicas e após rejeição histórica de indicado ao STF pelo Senado.

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Redação Automática
9 de maio de 2026 às 06:002 min
Governo acelera repasse de R$ 2,4 bilhões em emendas após revés político no Senado
Foto: Reprodução
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Após a rejeição de Jorge Messias para o STF, o governo federal liberou R$ 2,4 bilhões em emendas parlamentares em uma única semana. O movimento coincidiu com votações estratégicas na Câmara, como o projeto de minerais críticos.

O Palácio do Planalto intensificou a liberação de recursos para o Legislativo nesta semana, destinando R$ 2,4 bilhões ao pagamento de emendas parlamentares. A movimentação financeira ocorre logo após um revés político significativo para o governo Lula: a rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal pelo Senado. Segundo dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), o montante total pago até a última quinta-feira já se aproxima da marca de R$ 3 bilhões, o que representa uma aceleração drástica em comparação aos valores liberados antes da votação no Senado.

A maior parte desses repasses concentrou-se na quarta-feira, coincidindo com a aprovação na Câmara dos Deputados da nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O projeto, prioritário para a agenda econômica do governo, estabelece incentivos bilionários para o setor de terras raras. Do total distribuído, a esmagadora maioria foi destinada a emendas individuais de deputados federais. Esse fluxo financeiro atende a um cronograma legal que exige a quitação de grande parte das verbas de saúde e assistência social, além das chamadas "emendas PIX", ainda no primeiro semestre deste ano.

A distribuição dos recursos, todavia, evidenciou fortes contrastes regionais. Enquanto o estado do Rio de Janeiro foi o principal beneficiário, recebendo valores expressivamente maiores que outras unidades da federação, o estado de Sergipe figurou na base da lista de pagamentos. Embora o empenho de verbas tenha sido utilizado como estratégia de articulação política, o método não foi suficiente para assegurar a vitória de Messias no Senado, marcando a primeira vez em mais de um século que uma indicação presidencial para a Suprema Corte foi barrada pelos parlamentares.

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