Do telhado ao estrelato: dois anos do resgate do cavalo Caramelo no RS
Após ser salvo de telhado em Canoas em operação histórica, animal vive rotina de celebridade e recupera saúde plena.

Marco na história das enchentes no RS, o resgate do cavalo Caramelo completa dois anos como símbolo de esperança. Hoje saudável, o animal vive em Canoas e atrai visitantes.
O resgate do cavalo Caramelo completa dois anos, consolidando o animal como um dos maiores símbolos de superação após a catástrofe climática que assolou o Rio Grande do Sul. Em maio de 2024, a imagem do equino ilhado sobre o telhado de uma residência em Canoas, cercado pelas águas que devastaram centenas de cidades e vitimaram centenas de pessoas, mobilizou o país em uma força-tarefa de salvamento acompanhada ao vivo.
A operação de retirada foi conduzida pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo e exigiu alta precisão técnica. Com peso estimado entre 450 e 500 quilos, o animal precisou ser sedado e acomodado em um bote para ser transportado com segurança. Na época, veterinários alertaram para o estado crítico de saúde de Caramelo, que apresentava sinais severos de desidratação e desnutrição após passar dias imóvel e sem acesso a alimento ou água potável.
Atualmente, o cenário é de plena recuperação para o cavalo, que vive sob os cuidados do Hospital Veterinário da Ulbra. Desde sua chegada ao campus, ele ganhou cerca de 100 quilos e ostenta uma aparência saudável, bem diferente do aspecto debilitado do período das cheias. Segundo os especialistas que o acompanham, Caramelo mantém um temperamento dócil e não demonstra traumas psicológicos decorrentes do incidente, reagindo bem inclusive à chuva no dia a dia.
Além de sua rotina de pastagem e cuidados médicos, o equino tornou-se uma figura pública requisitada, participando de eventos e recebendo visitas agendadas de admiradores. Para os gaúchos, a trajetória de Caramelo permanece conectada ao sentimento de reconstrução do estado, servindo como um lembrete vivo da solidariedade e da resiliência demonstradas durante a maior crise ambiental da história da região.






