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Perícia 3D fundamenta relatório que aponta assassinato de JK pela ditadura

Simulações digitais descartam colisão com ônibus e reforçam tese de atentado político contra o ex-presidente em 1976.

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Redação Automática
9 de maio de 2026 às 05:012 min
Perícia 3D fundamenta relatório que aponta assassinato de JK pela ditadura
Foto: Reprodução
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Uma nova perícia com tecnologia 3D contesta a versão de acidente e embasa relatório que atribui a morte de Juscelino Kubitschek ao regime militar. Comprovação final depende de votação em colegiado.

Novas evidências técnicas fundamentam um relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) que contesta a versão oficial sobre o falecimento de Juscelino Kubitschek. Segundo o parecer, o ex-presidente não teria sido vítima de um acidente fortuito em 1976, mas sim morto pela ditadura militar. O documento baseia-se em uma perícia solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF), que utilizou reconstruções digitais em três dimensões para analisar a dinâmica da colisão na Rodovia Presidente Dutra.

As simulações em 3D, desenvolvidas pelo engenheiro Sergio Ejzenberg e pelo designer Ricardo Dachtelberg, sugerem que o Chevrolet Opala de JK não foi atingido por um ônibus da Viação Cometa, como sustentavam os laudos anteriores e a Comissão Nacional da Verdade em 2014. A análise indica que o veículo atravessou o canteiro central e colidiu frontalmente com um caminhão sem apresentar sinais de frenagem ou manobras defensivas por parte do motorista, o que levanta suspeitas sobre uma possível sabotagem ou interferência externa.

Apesar do novo entendimento histórico, a tese de assassinato político ainda precisa ser oficializada por meio de votação no colegiado da CEMDP. O relatório atual possui milhares de páginas e está sob revisão dos conselheiros. O Ministério dos Direitos Humanos esclareceu que a decisão final depende de aprovação por maioria simples, enquanto o MPF, embora tenha reconhecido a importância histórica das novas evidências, optou pelo arquivamento jurídico do caso em 2019 citando a impossibilidade de recuperação de provas materiais destruídas ao longo das décadas.

#Juscelino Kubitschek#Ditadura Militar#Perícia 3D#CEMDP#História do Brasil

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