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É falso que Romeu Zema tenha provocado o impeachment do ministro Gilmar Mendes

Publicações em redes sociais disseminam narrativa mentirosa sobre saída de ministro do STF articulada pelo governador mineiro.

Redação 360 Notícia
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8 de junho de 2026 às 21:002 min
É falso que Romeu Zema tenha provocado o impeachment do ministro Gilmar Mendes
Foto: Reprodução
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É falsa a informação que circula nas redes sociais afirmando que o governador Romeu Zema conseguiu o impeachment do ministro do STF, Gilmar Mendes. Confira os fatos.

Uma onda de desinformação voltou a circular com força nas plataformas digitais, sustentando a narrativa mentirosa de que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), teria sido o responsável por articular e concretizar o impeachment do ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, a informação é inteiramente falsa e não possui qualquer respaldo na realidade jurídica ou política do país. Não existe qualquer processo de impedimento contra o magistrado que tenha sido concluído, e o governador mineiro não possui atribuição constitucional para destituir membros da Suprema Corte.

O boato, que se espalhou rapidamente por grupos de mensagens e redes sociais como Facebook e X (antigo Twitter), utiliza-se de montagens e títulos sensacionalistas para induzir o internauta ao erro. O contexto da desinformação tenta capitalizar sobre a polarização política brasileira, sugerindo que lideranças do campo da direita estariam obtendo vitórias judiciais contra nomes do STF. Vale ressaltar que, de acordo com a Constituição Federal de 1988, o julgamento de ministros do Supremo Tribunal Federal por crimes de responsabilidade é de competência exclusiva do Senado Federal, e não de chefes do Poder Executivo estadual.

Para que um processo de impeachment contra um ministro do STF avance, é necessário primeiro que o presidente do Senado aceite a denúncia. A partir daí, uma comissão especial é formada para analisar o caso antes de levá-lo ao plenário. No cenário atual, Gilmar Mendes permanece no pleno exercício de suas funções como ministro, participando normalmente das sessões e julgamentos da Corte. Além disso, a assessoria do governador Romeu Zema já esclareceu em oportunidades anteriores que o político mantém sua atuação focada na gestão do estado de Minas Gerais, sem interferir na composição dos tribunais superiores.

As implicações desse tipo de notícia falsa são severas para a estabilidade democrática, pois alimentam uma desconfiança infundada sobre o funcionamento das instituições. Especialistas em direito constitucional alertam que a propagação desses conteúdos visa criar uma falsa sensação de "justiça paralela" ou de conquistas políticas inexistentes, muitas vezes com o objetivo de gerar engajamento nas redes e atrair cliques para sites que faturam com publicidade. A verificação rigorosa dos fatos aponta que nenhum dos pedidos de impeachment protocolados contra Mendes nos últimos anos prosperou no Legislativo federal.

Diante da persistência desta "fake news", agências de checagem e órgãos de imprensa reforçam a necessidade de o cidadão consultar fontes oficiais, como os portais do Senado Federal e do próprio STF, antes de compartilhar conteúdos bombásticos. O combate à desinformação segue como um dos maiores desafios do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do sistema judiciário. Próximos passos incluem o monitoramento contínuo dessas redes de compartilhamento para identificar os autores originários das postagens fraudulentas, garantindo que o debate público seja pautado por fatos concretos e não por ficções políticas fabricadas para o ambiente digital.

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