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Priscila Costa recua de candidatura ao Senado e disputará vaga na Câmara Federal pelo Ceará

Mudança de estratégia ocorre após perda de apoio partidário e saída de Michelle Bolsonaro do comando do PL Mulher.

Redação 360 Notícia
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22 de julho de 2026 às 21:002 min
Priscila Costa recua de candidatura ao Senado e disputará vaga na Câmara Federal pelo Ceará
Foto: Reprodução
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Priscila Costa desiste do Senado em 2026 após desgaste interno entre Michelle e Flávio Bolsonaro e focará na reeleição como deputada federal pelo Ceará.

A configuração do cenário político no Ceará sofreu uma alteração significativa com o anúncio da deputada federal Priscila Costa (PL-CE) sobre seus planos para o pleito de 2026. A parlamentar, que anteriormente era cotada para disputar uma vaga no Senado Federal, oficializou a desistência dessa pretensão e confirmou que buscará a reeleição para a Câmara dos Deputados. Esta mudança de rota ocorre em um momento de intensas articulações internas e sinaliza uma tentativa de pacificação dentro das alas do Partido Liberal (PL), que vinham enfrentando divergências estratégicas profundas nos últimos meses.

Priscila Costa esteve no centro de uma disputa de influência que opôs figuras centrais do bolsonarismo. De um lado, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manifestava apoio à candidatura majoritária da deputada cearense. De outro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendia uma composição estratégica diferente para o estado, visando alianças que pudessem fortalecer o grupo político nacionalmente, incluindo diálogos com setores ligados a Ciro Gomes no Ceará. Esse embate familiar e político gerou um desgaste considerável na cúpula da legenda, refletindo as dificuldades de consenso sobre as prioridades regionais do partido para o próximo ciclo eleitoral.

A decisão de recuar da disputa senatorial foi precipitada pela perda de sustentação política dentro da própria estrutura partidária. Um fator determinante para o isolamento do projeto de Costa foi a saída de Michelle Bolsonaro do comando do PL Mulher. Sem o respaldo institucional que a ex-primeira-dama provia por meio da ala feminina da legenda, a deputada cearense viu minguar os recursos e o apoio logístico necessários para viabilizar uma campanha ao Senado, que exige uma capilaridade muito maior e um volume de recursos significativamente superior ao de uma disputa proporcional.

Interlocutores do PL no Ceará apontam que a manutenção da candidatura de Priscila ao Senado estava gerando um isolamento político que poderia comprometer até mesmo sua permanência na Câmara Federal. Com a nova orientação, o partido espera reorganizar as chapas proporcionais e garantir que Priscila, que possui um eleitorado fiel e consolidado em bases conservadoras, atue como uma puxadora de votos para a bancada federal. A estratégia agora foca em maximizar o número de assentos na Câmara, evitando que conflitos internos dissipem o capital político dos candidatos com maior potencial de votação na região nordestina.

O anúncio oficial da pré-candidatura à Câmara dos Deputados encerra um capítulo de incertezas que pairava sobre a direita cearense. Para os próximos passos, o PL deve intensificar as negociações para definir quem será o nome de consenso para a disputa majoritária no Ceará, buscando equilibrar as exigências das lideranças locais com as diretrizes vindas de Brasília. A expectativa é que, com a definição do papel de Priscila Costa, as tensões entre Flávio Bolsonaro e o grupo ligado a Michelle diminuam, permitindo que a sigla concentre seus esforços na construção de uma plataforma competitiva capaz de enfrentar os grupos políticos tradicionais do estado nas eleições de 2026.

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