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Câmara de Governador Valadares recorre ao STF para tentar afastar novamente prefeito cassado

Legislativo municipal protocola agravo regimental visando anular decisão do ministro Flávio Dino que garantiu recondução do prefeito ao cargo.

Redação 360 Notícia
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23 de julho de 2026 às 11:002 min
Câmara de Governador Valadares recorre ao STF para tentar afastar novamente prefeito cassado
Foto: Reprodução
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A Câmara Municipal de Governador Valadares acionou o STF por meio de agravo regimental para tentar derrubar a liminar que reconduziu Coronel Sandro ao cargo de prefeito, alegando preservação da autonomia legislativa.

A disputa política em Governador Valadares, na região mineira do Vale do Rio Doce, ganhou um novo e decisivo capítulo na esfera jurídica nacional. A Câmara Municipal da cidade protocolou formalmente um agravo regimental junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), visando reverter a decisão que permitiu o retorno de Coronel Sandro (PL) ao cargo de prefeito. O movimento institucional busca invalidar a liminar que suspendeu a cassação do mandato do chefe do Executivo municipal, devolvendo o controle da administração pública ao então cassado por parlamentares locais.

O epicentro do conflito jurídico reside em uma decisão monocrática proferida pelo ministro Flávio Dino. O magistrado do STF havia concedido uma medida cautelar favorável a Coronel Sandro, interrompendo os efeitos práticos da decisão do Legislativo que o havia afastado da prefeitura. Na ocasião da cassação, os vereadores fundamentaram a saída do prefeito em um processo político-administrativo que apurava supostas irregularidades na gestão. Entretanto, a defesa do político logrou êxito temporário ao questionar a ritos processuais e legalidade do afastamento perante a suprema corte, gerando uma instabilidade administrativa na localidade.

No recurso apresentado agora pela Câmara Municipal, os advogados do Legislativo argumentam que a autonomia do Poder Legislativo deve ser preservada em sua totalidade. O documento enviado ao STF solicita uma apreciação urgente do caso, sob a premissa de que a interferência judicial em um processo conduzido soberanamente por representantes eleitos fere o princípio constitucional da separação dos poderes. Para a Casa de Leis, a decisão de cassar o mandato foi fruto de uma análise rigorosa do plenário e seguiu todos os trâmites legais previstos na legislação municipal e na Constituição Federal.

As implicações institucionais de um novo revés jurídico podem ser profundas para Governador Valadares. A alternância de poder sob liminares costuma gerar incertezas no funcionalismo público, em licitações e na execução de políticas públicas em andamento. A Câmara sustenta que a revisão da cautelar é fundamental para garantir a segurança jurídica no município, evitando um "vai e vem" na chefia da prefeitura que prejudique a prestação de serviços essenciais à população mineira. Além disso, o Legislativo reforçou em nota técnica que, embora respeite o papel fiscalizador do Judiciário, acredita que os fundamentos apresentados no recurso são robustos o suficiente para convencer o plenário do STF a reestabelecer a cassação.

Os próximos passos do processo envolvem a análise do agravo regimental, que poderá ser submetido ao crivo dos demais ministros em uma das turmas do Supremo ou até mesmo no Tribunal Pleno. Enquanto o STF não profere uma decisão definitiva sobre este novo recurso, Coronel Sandro permanece no exercício do cargo, mantendo sua agenda administrativa no comando da prefeitura. A expectativa da Câmara Municipal é que o julgamento ocorra com celeridade, dado o caráter urgente de uma possível nova vacância ou confirmação definitiva do mandato, o que selaria os rumos políticos da cidade nos próximos meses.

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