Gabriel Azevedo projeta 'gestão ferroviária' e propõe descentralização em Minas Gerais
Candidato do MDB destaca a expansão do modal ferroviário e mudanças na gestão da capital mineira durante sabatina na Zona da Mata.


Gabriel Azevedo (MDB) apresenta plano de governo com foco em ferrovias e descentralização administrativa em entrevista em Juiz de Fora.
O cenário eleitoral para o governo de Minas Gerais em 2026 começa a ganhar contornos mais nítidos com a apresentação das diretrizes dos principais postulantes ao Palácio Tiradentes. Em entrevista concedida neste sábado (5) à TV Integração, em Juiz de Fora, o candidato Gabriel Azevedo (MDB) detalhou suas metas para o estado, com um foco expressivo na modernização da infraestrutura logística e em uma nova modelagem de gestão para a capital mineira. O postulante, que encerrou uma rodada de sabatinas com os nomes mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto, buscou consolidar sua imagem como um gestor técnico focado em integração regional.
Durante a sabatina, que teve duração de 30 minutos, o representante do MDB enfatizou a necessidade de transformar o modal de transportes mineiro, afirmando o desejo de ser reconhecido como o "governador das ferrovias". A proposta central de Gabriel Azevedo envolve a revitalização e expansão das malhas ferroviárias, reduzindo a dependência histórica do estado em relação ao transporte rodoviário, que atualmente sofre com problemas crônicos de manutenção e saturação de carga. Para o candidato, a recuperação dos trilhos não é apenas uma questão de transporte, mas um motor essencial para o desenvolvimento econômico da Zona da Mata e do Campo das Vertentes.
Além da pauta de infraestrutura pesada, o candidato abordou um tema sensível à política mineira: a relação entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Belo Horizonte. Azevedo defendeu uma administração mais descentralizada na capital, sugerindo que a governança estadual deve atuar de forma a garantir que o desenvolvimento não fique represado apenas nos centros urbanos mais densos, mas que se irradie para o interior. Ele argumentou que uma gestão eficiente em Belo Horizonte é fundamental, mas que o estado precisa olhar para suas diversas regiões de forma equânime, permitindo que polos como Juiz de Fora e Barbacena tenham maior autonomia e suporte técnico para projetos locais.
A participação de Gabriel Azevedo marcou o fechamento de uma série de entrevistas que contou com a presença de figuras proeminentes da política estadual, como Alexandre Kalil (PDT), Patrus Ananias (PT) e o atual vice-governador Mateus Simões (PSD). A ausência notável foi do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que não compareceu ao compromisso agendado. Essa rodada de discussões é considerada um termômetro vital para a disputa de 2026, uma vez que se baseou nos dados da pesquisa Quaest mais recente, que apontou os candidatos com maior potencial de votos neste estágio da pré-campanha.
As implicações das propostas de Gabriel Azevedo agora serão analisadas por especialistas e pelo eleitorado, especialmente no que tange à viabilidade orçamentária para a expansão ferroviária, um projeto que historicamente exige vultosos investimentos federais e parcerias público-privadas. O candidato reiterou que seu plano de governo está fundamentado em diagnósticos técnicos e que a integração entre os modais é o único caminho para baratear o escoamento da produção agrícola e industrial de Minas Gerais. Os próximos passos da campanha devem envolver o detalhamento desses projetos e a busca por coalizões políticas que sustentem essas promessas de campanha ao longo do próximo ano.
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Sobre este conteúdo
Autor: Antonio Marcos de Souza
Publicado: 6 de setembro de 2026 às 08:00
Atualizado: 6 de setembro de 2026 às 08:00
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