Desenrola 2.0 atinge a marca de um milhão de beneficiários, diz Fazenda
Balanço da Fazenda aponta descontos médios de 85% e mais de R$ 5 bilhões em negociações para empresas.

O Ministério da Fazenda informou que o programa Desenrola 2.0 já atendeu mais de um milhão de brasileiros. As negociações incluem quitação de dívidas com descontos médios de 85% e novas regras para beneficiários do Fies e microempreendedores.
Balanço divulgado nesta quinta-feira (21) pelo Ministério da Fazenda revela que o Desenrola 2.0 já alcançou a marca de um milhão de cidadãos contemplados. Segundo os dados apresentados pelo ministro Dario Durigan, a vertente voltada para as famílias viabilizou o pagamento à vista de aproximadamente 449 mil débitos. Essas operações contaram com uma redução média de 85% no montante devido, permitindo que dívidas que somavam R$ 1 bilhão fossem liquidadas por cerca de R$ 154 milhões.
Além dos pagamentos imediatos, o programa registrou o refinanciamento de mais de 685 mil contratos, também com abatimento médio de 85%. No setor educacional, o balanço indica que 34 mil estudantes com pendências no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) renegociaram seus débitos até o dia 19 de maio. O valor original dessas dívidas estudantis, que chegava a R$ 2 bilhões, foi reduzido para R$ 410 milhões após a aplicação dos descontos concedidos pela iniciativa governamental.
O programa também estendeu suas ações ao setor produtivo por meio do Pronampe, que já atendeu 31 mil operações comerciais, totalizando R$ 5,1 bilhões. Para microempreendedores individuais e microempresas, as negociações via Proced somam R$ 396 milhões. Vale ressaltar que os beneficiários do Desenrola 2.0 ficam impedidos de utilizar plataformas de apostas on-line pelo período de um ano, medida adotada para preservar a saúde financeira recuperada pelos cidadãos.
A estrutura do Desenrola 2.0 utiliza recursos públicos para garantir as operações junto aos bancos, com juros limitados a 1,99% ao mês. O fundo garantidor é alimentado por aportes do governo e pela recuperação de valores esquecidos em instituições bancárias. Com essa estratégia, o governo federal busca reduzir o alto índice de inadimplência no país, que atingia 117 milhões de pessoas no final do ano passado, conforme estatísticas do Banco Central.




