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Operação contra tribunal do crime prende oito suspeitos em Juiz de Fora e no RJ

Ação da Polícia Civil atinge núcleo de facção responsável por execuções e tribunais do crime na Zona da Mata e no Rio de Janeiro.

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Redação 360 Notícia
21 de maio de 2026 às 20:002 min
Operação contra tribunal do crime prende oito suspeitos em Juiz de Fora e no RJ
Foto: Reprodução
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Polícia Civil detém oito pessoas em Juiz de Fora e no Rio de Janeiro por execuções ligadas a tribunais do crime. Operação Retorsão apreendeu drone e máquinas de contar dinheiro.

Uma ação coordenada pela Polícia Civil nesta quinta-feira desarticulou parte de uma organização criminosa que utilizava a violência extrema para manter o controle interno em Juiz de Fora. A Operação Retorsão resultou na captura de oito suspeitos, localizados em diversos bairros da cidade mineira e também no município de Valença, no Rio de Janeiro. Segundo as autoridades, o grupo é investigado por aplicar punições severas a membros que desobedeciam regras da facção, além de realizar atos de vingança para consolidar seu domínio territorial.

As investigações conduzidas pela delegada Camila Miller revelaram que a estrutura do bando era hierarquizada, com divisões claras de liderança e executores responsáveis por "disciplinar" integrantes. Entre os crimes atribuídos ao grupo estão dois homicídios brutais ocorridos em março e setembro deste ano. Em um dos casos, um jovem de 21 anos teria sido executado no bairro Jóquei Clube por descumprir ordens. Em outro episódio, uma vítima de 27 anos foi assassinada e enterrada em uma cova rasa na região do bairro Linhares, evidenciando o uso da ocultação de cadáver como método de intimidação.

Durante as diligências, as equipes policiais apreenderam uma série de materiais que evidenciam o poderio financeiro e tecnológico da facção. Foram confiscados automóveis, aparelhos celulares, documentos, quantias em dinheiro, uma máquina de contar cédulas e até um drone utilizado para monitoramento. Os presos, que já possuíam histórico criminal por tráfico de drogas e assassinatos, poderão ser indiciados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e por integrarem organização criminosa.

A ofensiva ainda não foi dada como encerrada, uma vez que dois alvos permanecem foragidos e os levantamentos da Polícia Civil continuam intensificados. O nome da força-tarefa faz alusão direta à prática de represálias que caracteriza a atuação dos suspeitos. Com a análise dos documentos e eletrônicos recolhidos, a polícia espera identificar novos braços da rede criminosa e prevenir novos atos de violência vinculados a disputas internas de poder.

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