Suspeito de torturar enteado de 2 anos com fio elétrico é preso no Litoral Sul de Pernambuco
Homem de 22 anos foi autuado por tortura e ameaça após denúncia de maus-tratos em Sítio na zona rural de Pernambuco.

Homem de 22 anos é detido em Tamandaré, Pernambuco, suspeito de usar fio elétrico para agredir enteado. A criança apresentava diversas lesões corporais e o caso segue sob investigação policial.
Um caso de extrema violência infantil chocou os moradores de Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco, no início desta semana. Um jovem de 22 anos, identificado como William Ricardo do Nascimento Vicente, foi preso em flagrante pelas autoridades policiais sob a acusação de torturar seu próprio enteado, uma criança de apenas 2 anos de idade. O crime, ocorrido na zona rural do município, no Sítio Zé Ferreira, envolveu agressões físicas severas praticadas com a utilização de um fio elétrico. A prisão foi efetuada pela equipe da 79ª Circunscrição de Tamandaré, após o recebimento de denúncias que detalhavam o estado de vulnerabilidade da vítima.
A investigação teve início após a Polícia Civil ser alertada sobre os maus-tratos através de uma denúncia veiculada inicialmente por um blog local. Ao chegarem à residência indicada no Sítio Zé Ferreira, os agentes encontraram o menino apresentando diversas marcas e lesões espalhadas pelo corpo, indícios evidentes de castigos físicos violentos. O suspeito não se encontrava no endereço no momento da abordagem inicial, o que deu início a uma diligência de busca pelas redondezas e pontos estratégicos da cidade. A mãe da criança também estava na casa e acompanhou os desdobramentos da ação policial.
O paradeiro de William Ricardo foi localizado pouco tempo depois. O homem estava trabalhando em uma obra na orla de Tamandaré quando foi surpreendido pelos policiais civis. Ele não ofereceu resistência imediata e foi conduzido diretamente para a delegacia local. Conforme o boletim de ocorrência, ele foi autuado não apenas pelo crime de tortura, mas também por ameaça no âmbito da violência doméstica e familiar. A gravidade das marcas encontradas na criança reforçou a necessidade da prisão imediata para garantir a ordem pública e a integridade física dos envolvidos.
Tanto a criança quanto sua mãe foram encaminhadas para uma unidade de saúde local, onde o menino passou por exames médicos e pelo procedimento de corpo de delito, documento essencial para a formalização da denúncia e para o processo judicial. Por questões de segurança e em estrito cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a identidade do menor está sendo preservada pelas autoridades e pelos veículos de comunicação. O estado de saúde detalhado da criança não foi divulgado, mas o acompanhamento social e médico é parte do protocolo em casos de agressões sofridas no ambiente doméstico.
Este triste episódio levanta novamente o debate sobre a segurança de crianças e adolescentes no Brasil e o papel fundamental da rede de proteção. Questionada sobre a conduta da mãe — se ela teria sido omissa ou se também sofreu coerção —, a Polícia Civil de Pernambuco ainda não forneceu respostas definitivas sobre uma possível autuação da genitora. O caso agora segue para o Judiciário. O suspeito foi submetido a uma audiência de custódia, onde o juiz decide se ele responderá ao processo em liberdade ou se a prisão flagrante será convertida em preventiva. A sociedade aguarda os próximos desdobramentos deste inquérito, que expinge o lado sombrio da violência intrafamiliar sofrida pelos mais indefesos.





