Sobrevivente de queda em teto de igreja na Paraíba permanece internado em quadro estável
Vítima sobrevivente está estável em hospital de trauma; acidente em Jaguaribe ocorreu durante reparos em teto a oito metros de altura.

Acidente fatal em igreja de Jaguaribe, em João Pessoa, deixa um morto e um ferido. Homem de 45 anos segue estável em hospital após cair de uma altura de oito metros durante manutenção no teto. Vítimas estavam sem equipamentos de segurança recomendados.
Um grave acidente de trabalho ocorrido na noite da última quarta-feira (20), no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa, resultou na morte de um homem e deixou outro gravemente ferido. De acordo com informações atualizadas pela unidade de saúde responsável pelo atendimento, a vítima sobrevivente, identificada como Ivan Angelo da Silva, de 45 anos, permanece internada no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, na capital paraibana. O boletim médico mais recente aponta que o paciente passou por intervenções de emergência logo após dar entrada na unidade e, no momento, apresenta um quadro clínico considerado estável, embora ainda sob observação rigorosa da equipe multidisciplinar.
O episódio aconteceu nas dependências da igreja "Deus é Amor", situada na Rua Aderbal Piragibe, uma localização estratégica próxima ao Centro Administrativo do Governo da Paraíba. No momento do incidente, as duas vítimas realizavam atividades de manutenção e reparos na estrutura do teto do templo religioso. Segundo relatos colhidos no local pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros, o colapso estrutural ocorreu subitamente enquanto os trabalhadores manuseavam materiais na parte alta do prédio, levando a uma queda livre de uma altura estimada em oito metros, impacto que se provou fatal para um dos envolvidos.
O cenário encontrado pelas equipes de socorro revelou a precariedade das condições de trabalho no local. Relatórios preliminares fornecidos pelas autoridades que atenderam a ocorrência indicaram que os operários não estavam utilizando Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como cintos de segurança ou capacetes, que são obrigatórios e essenciais para a realização de qualquer atividade em altura. O Corpo de Bombeiros detalhou que um dos homens estava posicionado sobre uma telha de fibrocimento — material conhecido por sua fragilidade sob pressão — no exato instante em que a estrutura cedeu, provocando o acidente que mobilizou duas ambulâncias do Samu e diversas viaturas da polícia.
A fatalidade reacende o debate sobre a segurança no trabalho em obras de pequeno e médio porte, especialmente as executadas por profissionais informais em entidades religiosas ou residenciais. No Brasil, quedas de altura figuram entre as principais causas de óbitos no setor da construção civil e manutenção predial. A falta de fiscalização rigorosa e a ausência de treinamentos específicos paraNR-35 (Norma Regulamentadora para trabalho em altura) frequentemente resultam em tragédias evitáveis. No caso de Jaguaribe, a altura de oito metros representa uma energia de impacto extremamente alta, o que explica a gravidade das lesões reportadas e a morte imediata de um dos trabalhadores no local.
Para o leitor brasileiro, este caso serve como um alerta crítico sobre a responsabilidade civil e criminal dos contratantes de serviços de manutenção. Jurisprudências anteriores indicam que as instituições podem ser responsabilizadas pela integridade física daqueles que prestam serviços em suas dependências, mesmo que de forma autônoma. Agora, o foco das investigações deve se voltar para a perícia técnica da Polícia Civil, que buscará identificar as causas exatas do rompimento da cobertura e se houve negligência direta quanto às normas de segurança do trabalho. Enquanto isso, a comunidade local e os fiéis aguardam a recuperação de Ivan Angelo da Silva e os desdobramentos legais sobre a morte de seu colega de trabalho.



