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Vigilância Sanitária de Maceió fecha laboratório por graves falhas operacionais e de higiene

Unidade no Tabuleiro dos Martins operava sem alvará, sem responsável técnico e em ambiente insalubre; multa pode chegar a R$ 38 mil.

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Redação 360 Notícia
21 de maio de 2026 às 20:002 min
Vigilância Sanitária de Maceió fecha laboratório por graves falhas operacionais e de higiene
Foto: Reprodução
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Vigilância Sanitária interdita laboratório no Tabuleiro dos Martins (Maceió) por falta de alvará, ausência de responsável técnico e condições insalubres. Estabelecimento pode ser multado em até R$ 38 mil e tem 90 dias para se adequar.

Em uma ação rigorosa voltada à proteção da saúde pública, a Vigilância Sanitária de Maceió (Visa) interditou, nesta quinta-feira (21), um laboratório de análises clínicas localizado no bairro Tabuleiro dos Martins, na parte alta da capital alagoana. A suspensão imediata de todas as atividades laboratoriais ocorreu após uma inspeção de rotina identificar um cenário alarmante de negligência administrativa e operacional. De acordo com os fiscais, a unidade funcionava de forma clandestina perante as normas sanitárias vigentes, operando sem o alvará de funcionamento e, o que é mais grave, sem a presença ou supervisão de um responsável técnico legalmente nomeado e habilitado para validar os exames realizados.

A vistoria detalhada revelou que o estabelecimento ignorava protocolos básicos de biossegurança exigidos por lei. Entre as falhas detectadas, destacam-se a ausência de contratos vigentes para o controle de vetores e pragas, um requisito indispensável para evitar contaminações em ambientes de saúde, e a falta de parcerias formalizadas com laboratórios de apoio. O ambiente foi classificado pelos agentes como insalubre, apresentando condições físicas inadequadas para a manipulação de materiais biológicos. Além disso, a prefeitura informou que os insumos médicos e reagentes químicos eram armazenados de forma incorreta, o que compromete diretamente a estabilidade das amostras e, por consequência, a confiabilidade de qualquer diagnóstico clínico fornecido aos pacientes.

O impacto dessas irregularidades vai além da questão burocrática, atingindo diretamente a segurança dos cidadãos que utilizavam o serviço. Sem o controle rigoroso da temperatura de insumos ou a higienização adequada do espaço, o risco de resultados falso-negativos ou falso-positivos torna-se imenso, podendo levar a tratamentos médicos baseados em dados errôneos. A operação da Visa reforça a necessidade de vigilância constante sobre os serviços de saúde na região metropolitana, que devem seguir as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para garantir a integridade física de quem busca atendimento especializado.

Como consequência imediata das infrações sanitárias gravíssimas, a unidade foi autuada e agora responderá a um rigoroso processo administrativo. As penalidades financeiras previstas no código sanitário municipal são pesadas, podendo a multa chegar ao valor de R$ 38 mil, dependendo do agravamento das circunstâncias apuradas ao longo do processo. Segundo informou o órgão fiscalizador, o estabelecimento permanecerá lacrado até que todas as pendências sejam resolvidas pelos proprietários, que precisam investir na reforma física, contratação de pessoal qualificado e regularização documental.

O prazo estabelecido pela Vigilância Sanitária para a adequação completa do laboratório é de 90 dias. Durante este período, os responsáveis devem sanar as falhas de armazenamento, higienização e formalizar a responsabilidade técnica junto ao conselho de classe correspondente. Apenas após uma nova inspeção minuciosa, que comprove a eliminação de todos os riscos biológicos e administrativos expostos nesta quinta-feira, o local poderá pleitear a reabertura. A prefeitura de Maceió ressalta que as fiscalizações continuarão intensas em todas as regiões da cidade para assegurar que nenhum centro de saúde funcione à margem da lei, prevenindo danos evitáveis à população.

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