Clima de tensão marca encontro entre Alcolumbre e Lula em posse no TSE
Presidente do Senado demonstrou distanciamento em cerimônia após rejeição histórica de indicado ao STF.

Davi Alcolumbre ignorou Jorge Messias durante posse no TSE, evidenciando o clima tenso após o Senado rejeitar a indicação do AGU ao STF. O evento marcou o primeiro encontro público entre o senador e o presidente Lula desde o veto histórico.
Durante a cerimônia de posse do ministro Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um gesto político chamou a atenção dos presentes: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), absteve-se de aplaudir o advogado-geral da União, Jorge Messias. O episódio ocorreu quando Messias foi saudado pelo presidente da OAB, Beto Simonetti, em meio aos cumprimentos formais da solenidade. Outras autoridades, como os ministros do STF e o presidente da Câmara, também mantiveram a discrição enquanto o presidente Lula realizava intervenções protocolares.
A postura de Alcolumbre expõe a continuidade da tensão instalada após o Senado Federal rejeitar a indicação de Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). O veto parlamentar ao nome escolhido pelo Palácio do Planalto foi um marco histórico, sendo a primeira desaprovação desse tipo em mais de um século. O distanciamento ficou evidente pela ausência de diálogo entre o senador e o presidente da República, que, embora estivessem sentados um ao lado do outro, não trocaram palavras ou olhares durante o evento.
Nos bastidores, o cenário é de forte articulação e descontentamento por parte do governo federal. Jorge Messias teria atribuído sua derrota a uma movimentação coordenada em que estariam envolvidos integrantes do Judiciário e lideranças do Congresso. Em resposta ao revés nas urnas do Senado, onde o placar foi de 42 votos contrários a 34 favoráveis, o núcleo político do governo passou a adotar uma estratégia de enfrentamento, buscando capitalizar a resistência do Legislativo como uma narrativa política para as próximas disputas.





