Apoio oficial do PP à reeleição de Tarcísio em São Paulo será adiado
Mudança na agenda ocorre após presidente do PP ser alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de recebimento de vantagens indevidas.

A cerimônia que selaria o apoio oficial do PP à reeleição de Tarcísio de Freitas deve ser suspensa. O adiamento ocorre após o presidente do partido, Ciro Nogueira, tornar-se alvo de operação da Polícia Federal.
O Partido Progressistas (PP) deve anunciar nesta sexta-feira o adiamento da cerimônia que formalizaria a aliança em torno da reeleição de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo. O encontro estava programado para ocorrer na próxima segunda-feira, em uma casa de eventos na zona oeste da capital paulista. Fontes ligadas à legenda indicam que a decisão foi acertada entre o governador e o presidente nacional da sigla, Ciro Nogueira, embora o Palácio dos Bandeirantes oficialmente não confirme o contato entre as lideranças.
A mudança de planos ocorre imediatamente após a deflagração de uma nova etapa da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que teve o senador Ciro Nogueira como um de seus alvos. Os investigadores apuram um suposto esquema de propinas regulares que chegariam a R$ 300 mil mensais, provenientes de empresários do setor financeiro. A PF sustenta que o parlamentar atuava em favor de interesses bancários no Congresso Nacional, incluindo a apresentação de emendas parlamentares estratégicas, em troca de vantagens financeiras e pagamento de gastos pessoais.
Para justificar a ausência no evento político, aliados de Tarcísio de Freitas apontam que o governador priorizará sua participação na cerimônia de posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. Apesar do recuo estratégico na agenda pública e das graves denúncias que pesam contra o dirigente partidário, o Progressistas mantém o compromisso de integrar a base de apoio à chapa do atual governador paulista.
Em sua defesa, Ciro Nogueira negou qualquer prática ilícita por meio de nota oficial emitida por seus advogados. O comunicado reforça o repúdio às suspeitas levantadas pela Polícia Federal, defendendo que sua atuação no Senado ocorre rigorosamente dentro da legalidade. Enquanto isso, o cenário político estadual observa com cautela os desdobramentos das investigações, que podem influenciar a dinâmica das alianças para o próximo pleito.






