Setor empresarial defende transição e alerta para pressa em votação sobre fim da escala 6x1
Em audiência na Câmara, confederações alegam que debate está acelerado devido às eleições e defendem transição gradual.

Empresários pedem escalonamento e cautela no debate sobre o fim da escala 6x1 na Câmara. Setor produtivo adverte que ano eleitoral pode acelerar medida sem a devida análise técnica.
Representantes de diversos setores produtivos expressaram preocupação com o ritmo de tramitação da proposta que visa extinguir a escala de trabalho 6x1 em audiência na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (18). Dirigentes de confederações da indústria, comércio, agricultura e saúde argumentaram que a proximidade do período eleitoral pode comprometer a profundidade técnica do debate, defendendo que a mudança seja analisada com maior cautela para evitar impactos econômicos negativos imediatos.
As entidades patronais sugeriram a adoção de um cronograma de transição gradual, alegando que a redução abrupta da carga horária, sem ajuste salarial proporcional, traria dificuldades operacionais severas para áreas essenciais, como educação e hospitais. O setor empresarial sustenta que o custo da adaptação precisa ser diluído ao longo do tempo para garantir a sustentabilidade das empresas e a manutenção dos postos de trabalho atuais.
Outro ponto central defendido pelos empregadores é a valorização das negociações coletivas específicas por categoria. Segundo as federações presentes, acordos diretos entre sindicatos e empresas permitem que as particularidades regionais e setoriais sejam respeitadas, oferecendo soluções mais flexíveis do que uma regra geral aplicada de forma única para todo o mercado de trabalho nacional.
Por outro lado, a gestão federal sinaliza resistência à ideia de um período de carência, defendendo a aplicação direta do novo modelo assim que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) for ratificada. O cronograma parlamentar segue acelerado, com a expectativa de que o relator, deputado Leo Prates, apresente seu parecer nos próximos dias para garantir a votação na comissão especial ainda no fim do mês de maio.






