Vídeo detalha perseguição de comboio de carros elétricos a suspeitos no Recife
Grupo de condutores de veículos movidos a bateria tentou recuperar carro roubado em ação que terminou com pedestre atropelado e motorista baleado.

Motoristas de carros elétricos perseguiram veículo roubado no Recife, resultando em um integrante baleado por engano pela polícia e um pedestre atropelado pelos criminosos.
Um registro divulgado recentemente revela detalhes de uma perseguição em alta velocidade envolvendo dezenas de motoristas de aplicativo em Recife. O grupo, autodenominado "Falcões Elétricos", utilizou seus veículos movidos a bateria para rastrear e tentar recuperar um automóvel do mesmo modelo que havia sido roubado no bairro dos Torrões. O trajeto, registrado em vídeo, mostra o comboio avançando sinais vermelhos e percorrendo vias importantes da cidade, como o Derby e a Avenida Agamenon Magalhães, partindo da Zona Oeste em direção à Zona Sul da capital pernambucana.
A mobilização, que contou com aproximadamente 40 condutores, terminou em tragédia e caos urbano. Durante a ação, que também envolveu viaturas da Polícia Militar, um dos motoristas do grupo, de 22 anos, acabou sendo atingido por um disparo efetuado por policiais que participavam da ocorrência. Segundo os relatos, o jovem foi baleado por engano em meio à confusão. Além disso, os criminosos que conduziam o carro roubado atropelaram um pedestre durante a fuga desesperada, aumentando a gravidade do incidente.
A perseguição terminou apenas na orla de Boa Viagem, onde os assaltantes invadiram o calçadão com o veículo e, após serem interceptados pelo Batalhão de Polícia de Trânsito, conseguiram fugir a pé. O carro foi recuperado, mas nenhum dos suspeitos foi capturado até o momento. A Polícia Militar confirmou a troca de tiros e informou que os fugitivos conseguiram escapar mesmo diante do cerco montado pelas autoridades e pelos civis.
O caso agora está sob investigação da Polícia Civil e da Secretaria de Defesa Social (SDS). O foco das autoridades está na apuração da "lesão corporal decorrente de intervenção policial", referente ao motorista do grupo que foi baleado. A Corregedoria Geral também abriu um procedimento preliminar para avaliar a conduta dos agentes envolvidos e determinar se houve irregularidades administrativas no decorrer da operação.






