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Rompimento de adutora faz asfalto ceder e ônibus ficar preso em cratera em Teófilo Otoni

Incidente no bairro Grão Pará foi causado pelo desgaste natural de tubulação antiga; equipes da Copasa trabalham no reparo emergencial.

Antonio Marcos de Souza
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Antonio Marcos de Souza
Publicado em 23 de setembro de 2026 às 08:002 min
Rompimento de adutora faz asfalto ceder e ônibus ficar preso em cratera em Teófilo Otoni
Foto: Reprodução
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O rompimento de uma adutora da Copasa no bairro Grão Pará, em Teófilo Otoni, fez o asfalto ceder e um ônibus ficar preso em um buraco nesta segunda-feira (21). O incidente foi causado pelo desgaste natural da rede antiga.

Um incidente envolvendo a infraestrutura urbana de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, causou transtornos significativos para a população e o trânsito local na manhã desta segunda-feira (21). O rompimento de uma adutora sob a responsabilidade da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) resultou no cedimento do pavimento asfáltico na Rua Teodolino Pereira, situada no bairro Grão Pará. A força da água liberada pela tubulação danificada foi suficiente para comprometer a sustentação do solo, criando uma cratera que acabou por reter um veículo de transporte coletivo que circulava pela via no momento da ocorrência.

De acordo com os relatos colhidos no local e informações das autoridades, o ônibus trafegava normalmente pela via quando uma das rodas dianteiras foi subitamente engolida pelo buraco aberto no asfalto. O incidente assustou passageiros e pedestres que circulavam pela região, embora não tenham sido registrados feridos graves no momento do impacto. O volume de água que emergiu da adutora rompida rapidamente tomou conta de parte da pista, dificultando a visibilidade e o deslocamento de outros motoristas que tentavam contornar a área afetada pelo problema estrutural.

A Copasa enviou equipes técnicas ao bairro Grão Pará para avaliar a extensão do dano e iniciar os procedimentos de reparo emergencial. Segundo a engenheira Darlene Ribeiro, responsável pelo setor de manutenção e operação do sistema da companhia, a causa principal do rompimento foi o desgaste natural da tubulação. A engenheira explicou que a rede de distribuição naquela região é considerada antiga e, apesar das vistorias de rotina, o ponto específico onde ocorreu a falha não apresentava sinais prévios de fragilidade ou vazamentos aparentes, o que tornou o evento imprevisível para as equipes de monitoramento.

O episódio levanta novamente o debate sobre a necessidade de modernização das redes de saneamento e distribuição de água em cidades de médio porte, onde a infraestrutura enterrada muitas vezes data de várias décadas. O desgaste sofrido pelos materiais, somado à pressão constante da água e às vibrações causadas pelo tráfego de veículos pesados, como o ônibus envolvido, cria um cenário propício para esse tipo de colapso. A companhia destacou que a prioridade imediata é a contenção do vazamento para evitar o desperdício e garantir a segurança do solo, permitindo posteriormente a retirada do veículo e o fechamento do buraco.

Em nota, a concessionária informou que o abastecimento de água em bairros adjacentes pode sofrer interrupções temporárias ou oscilações de pressão enquanto a manutenção estiver em curso. Os próximos passos das equipes envolvem a substituição do trecho da tubulação danificada e a recomposição da base da via pública para que a prefeitura ou a própria companhia possa realizar o recapeamento asfáltico. A via permanecerá parcialmente interditada até que a segurança total para o tráfego de veículos seja atestada pelos técnicos responsáveis pela obra de recuperação.

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Autor: Antonio Marcos de Souza

Publicado: 23 de setembro de 2026 às 08:00

Atualizado: 23 de setembro de 2026 às 08:00

Fonte: apuração editorial e informações públicas disponíveis

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