Motorista é condenado a 8 anos de prisão por atropelar e matar estudante de 13 anos em Maceió
Réu deverá cumprir pena em regime inicialmente fechado por atropelamento ocorrido em 2014 na Avenida Fernandes Lima.


Justiça de Alagoas condena José Wellington Pacheco a mais de 8 anos de prisão em regime fechado pela morte do estudante Fabrycio Jorge em 2014. Motorista invadiu faixa exclusiva e avançou sinal vermelho.
Uma decisão judicial proferida nesta terça-feira (22) encerrou um longo capítulo jurídico relacionado a um trágico acidente de trânsito ocorrido na capital alagoana. O réu José Wellington Pacheco foi condenado a uma pena de 8 anos e 4 meses de reclusão pelo atropelamento e morte do estudante Fabrycio Jorge Cavalcante de Melo, que tinha apenas 13 anos na época do ocorrido. A sentença determina que o cumprimento da pena deve ser iniciado em regime fechado, refletindo a gravidade das circunstâncias que envolveram o caso ocorrido em Maceió.
O episódio remonta à noite de 27 de outubro de 2014, por volta das 18h, em um dos corredores de transporte mais movimentados da cidade, a Avenida Fernandes Lima. Fabrycio foi atingido pelo veículo conduzido por Pacheco enquanto tentava realizar a travessia na faixa de pedestres. O impacto foi fatal, gerando grande comoção social e uma investigação que se estendeu por quase uma década até o desfecho no tribunal. O julgamento ocorreu na 9ª Vara Criminal da Capital e foi presidido pelo juiz substituto Lucas Tavares Takada, que analisou as provas e depoimentos colhidos ao longo do processo.
De acordo com os autos do processo e as evidências apresentadas pelo Ministério Público, a conduta do motorista no momento do acidente foi marcada por diversas irregularidades administrativas e penais. As investigações apontaram que José Wellington dirigia em velocidade superior à permitida para a via. Além do excesso de velocidade, o condutor invadiu a chamada "Faixa Azul", um corredor exclusivo que, naquele horário específico, era destinado apenas ao tráfego de ônibus de transporte coletivo e táxis que estivessem transportando passageiros. A invasão de uma pista restrita reduziu o tempo de reação tanto do motorista quanto do pedestre.
Outro ponto determinante para a condenação foi a constatação de que o motorista desrespeitou a sinalização semafórica. O processo detalha que Pacheco avançou o sinal vermelho no exato momento em que o estudante iniciava a travessia, tornando o atropelamento inevitável sob as condições em que o veículo se deslocava. Na ocasião do crime, o condutor fugiu do local, mas documentos pessoais foram encontrados no interior do automóvel abandonado, o que permitiu à Polícia Civil a identificação imediata e o acesso a fotografias do suspeito para o prosseguimento das diligências.
A sentença de oito anos de prisão em regime fechado é vista por especialistas jurídicos como uma resposta rigorosa do sistema judiciário aos crimes de trânsito que envolvem dolo eventual ou negligência severa. A decisão considera não apenas a perda de uma vida jovem, mas também o desrespeito deliberado às normas de segurança viária, como o tráfego em faixa exclusiva e a alta velocidade em perímetro urbano denso. Para a família da vítima, a condenação representa um alento após dez anos de espera por justiça, embora o trauma da perda permaneça irreparável.
Com a publicação da sentença, a defesa do réu ainda possui prazos legais para interpor recursos em instâncias superiores, buscando a redução da pena ou a alteração do regime de cumprimento. No entanto, a determinação imediata do regime fechado sinaliza a postura do magistrado diante da gravidade das infrações acumuladas. O caso reforça o debate sobre a segurança de pedestres nas grandes avenidas de Maceió e a necessidade de fiscalização eletrônica contínua para evitar que condutores utilizem faixas exclusivas e desrespeitem sinais luminosos, colocando em risco a vida de cidadãos em áreas de travessia sinalizada.
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Sobre este conteúdo
Autor: Antonio Marcos de Souza
Publicado: 23 de setembro de 2026 às 08:00
Atualizado: 23 de setembro de 2026 às 08:00
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