Economia

Recorde de arrecadação com 'taxa das blusinhas' abre debate sobre extinção do imposto

Arrecadação com compras de até US$ 50 cresce 25% e atinge R$ 1,78 bilhão, mas Fazenda avalia rever tributo.

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Redação 360 Notícia
11 de maio de 2026 às 21:482 min
Recorde de arrecadação com 'taxa das blusinhas' abre debate sobre extinção do imposto
Foto: Reprodução
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Arrecadação com compras internacionais de até US$ 50 cresce 25% no início de 2026, atingindo R$ 1,78 bilhão, enquanto Ministério da Fazenda avalia fim da tributação.

A entrada de recursos nos cofres federais proveniente da tributação sobre compras internacionais de pequeno valor, popularmente chamada de 'taxa das blusinhas', atingiu um patamar inédito no primeiro quadrimestre de 2026. Segundo dados da Receita Federal, o montante arrecadado entre janeiro e abril chegou a R$ 1,78 bilhão, o que representa um salto de 25% em relação aos R$ 1,43 bilhão registrados no mesmo período do ano anterior. Esse desempenho é visto como um suporte importante para as metas fiscais da equipe econômica, que busca equilibrar as contas públicas em meio a revisões de gastos e projeções de déficit.

A cobrança de 20% sobre pacotes de até US$ 50 foi implementada em agosto de 2024 para equalizar a competição entre o comércio nacional e as plataformas estrangeiras de e-commerce. Na época, a medida foi sancionada pelo presidente Lula após pressão de industriais e varejistas brasileiros, que alegavam desvantagem tributária severa. Além do imposto federal, diversos estados também ajustaram o ICMS para 20% no último ano, reforçando o encarecimento final dos produtos para o consumidor, ponto que gera críticas constantes pela perda do poder de compra em sites internacionais.

Apesar do sucesso na arrecadação, o futuro do tributo está sendo reavaliado pelo Ministério da Fazenda. O secretário executivo da pasta, Dario Durigan, confirmou que existe um debate interno sobre a possibilidade de extinguir a taxa, atendendo a pressões políticas da oposição e de setores do próprio governo. Enquanto o setor produtivo defende a manutenção do imposto como ferramenta de preservação de empregos e controle inflacionário no setor têxtil, a ala política monitora o impacto negativo da medida na popularidade da gestão federal junto aos compradores digitais.

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