Guerra do fast-fashion: Shein e Temu se enfrentam no Reino Unido por direitos autorais
Em tribunal de Londres, gigantes do e-commerce discutem acusações de plágio massivo e táticas para sufocar a concorrência.

As gigantes do e-commerce Shein e Temu iniciaram um julgamento em Londres com acusações mútuas de plágio industrial e práticas anticompetitivas. A disputa ocorre em meio ao aumento da fiscalização global sobre o fast-fashion.
Uma nova etapa da disputa jurídica entre as gigantes do varejo asiático Shein e Temu teve início nesta segunda-feira (11), no Tribunal Superior de Londres. A Shein abriu o julgamento acusando sua concorrente de promover uma infração de direitos autorais massiva, alegando que a Temu teria utilizado milhares de fotografias originais para comercializar réplicas de seus produtos. Segundo a acusação, essa prática configuraria uma tentativa de obter benefícios ilícitos sobre a estrutura já consolidada da marca rival.
Em sua defesa, a Temu rejeita as alegações e contra-ataca com um processo próprio. A empresa, que pertence ao grupo PDD Holdings, sustenta que o litígio é um instrumento da Shein para frear a livre concorrência e manter sua dominância de mercado. Além disso, a Temu solicita compensações financeiras pelas perdas sofridas após ser obrigada a retirar anúncios do ar devido a decisões judiciais anteriores, acusando a Shein de impor contratos de exclusividade abusivos aos fabricantes de vestuário.
O confronto em solo britânico é apenas um braço de uma guerra jurídica que também se estende aos Estados Unidos e ocorre em um momento de transição regulatória global. Ambas as plataformas enfrentam o endurecimento das leis alfandegárias em mercados estratégicos, como EUA e União Europeia, que buscam taxar pequenos pacotes internacionais para proteger a indústria local. O desfecho dessa ação pode estabelecer novos padrões para o uso de propriedade intelectual no ambiente digital.






