Economia

Exportação de carne brasileira para a China caminha para forte alta em impostos

Com teto de 1,1 milhão de toneladas próximo do limite, exportações brasileiras podem ter taxa elevada para 55% e forçar aumento da oferta interna.

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Redação 360 Notícia
11 de maio de 2026 às 21:472 min
Exportação de carne brasileira para a China caminha para forte alta em impostos
Foto: Reprodução
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O Brasil atingiu 50% da cota de carne bovina com tarifa reduzida na China. Ao superar o limite, a taxa subirá de 12% para 55%, o que deve reduzir as exportações brasileiras em 10%.

As exportações de carne bovina brasileira para a China entraram em um estágio crítico após Pequim confirmar que metade da cota anual com tarifas reduzidas já foi utilizada. Atualmente, o produto brasileiro entra no país asiático com uma alíquota de 12%, mas esse cenário mudará drasticamente assim que o volume total de 1,1 milhão de toneladas for atingido. A partir desse limite, as vendas brasileiras sofrerão uma taxação severa de 55%, medida implementada pelo governo chinês para fomentar e proteger a produtividade de seus pecuaristas locais.

A iminência da nova tributação provocou uma corrida entre os frigoríficos brasileiros, que intensificaram os embarques para aproveitar a janela de custos menores. No entanto, o setor produtivo prevê que a manutenção desse ritmo se torne inviável até o meio do ano. A expectativa da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) é de que a produção focada no mercado chinês seja paralisada em junho, o que deve resultar em uma retração de 10% no volume total exportado em 2026 comparado ao ano anterior.

Diante da dificuldade de encontrar parceiros comerciais que compensem a magnitude da demanda chinesa, o setor busca alternativas estratégicas. Embora houvesse otimismo com a possível entrada nos mercados da Coreia do Sul e do Japão, as negociações com os sul-coreanos não devem avançar este ano, mantendo o foco nas tratativas com os japoneses. Como consequência direta dessa barreira tarifária, espera-se que uma parcela significativa do excedente de carne permaneça no Brasil, elevando a oferta para o consumidor doméstico como forma de absorver o volume que deixará de ser enviado ao exterior.

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