Economia

Quem é Ricardo Magro, o empresário e dono da Refit que voltou à mira da PF

Empresário dono da refinaria Refit é investigado por lavagem de dinheiro e sonegação bilionária em nova ação da Polícia Federal.

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Redação 360 Notícia
15 de maio de 2026 às 11:002 min
Quem é Ricardo Magro, o empresário e dono da Refit que voltou à mira da PF
Foto: Reprodução
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A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino contra o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, por suspeita de lavagem de dinheiro e sonegação. A investigação também mira o governador Cláudio Castro e apura dívidas bilionárias de ICMS.

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (15), a Operação Sem Refino, que investiga um esquema de sonegação tributária, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O principal foco da ação é o empresário e advogado Ricardo Magro, controlador do Grupo Refit (antiga Refinaria de Manguinhos). Além dele, as investigações alcançam figuras políticas, incluindo o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. As autoridades apuram se a estrutura empresarial do grupo foi utilizada para ocultar bens e transferir recursos de forma irregular para o exterior.

Ricardo Magro, de 51 anos, possui um extenso histórico de conflitos com órgãos de fiscalização e o fisco. O Grupo Refit é apontado como um dos maiores devedores de ICMS no país, acumulando débitos bilionários nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, além de dívidas com a União. O empresário, que reside em Miami desde 2016, nega as irregularidades e alega ser vítima de perseguição por parte de grandes concorrentes do setor de combustíveis e de ameaças de organizações criminosas.

Esta não é a primeira vez que Magro entra no radar da Justiça. O advogado já foi alvo da Operação Recomeço, que apurou desvios em fundos de pensão, e teve seu nome mencionado em investigações sobre a infiltração do crime organizado no mercado de energia. A Refinaria de Manguinhos também enfrenta um cenário conturbado com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), tendo sido interditada diversas vezes sob a suspeita de importar combustíveis prontos em vez de realizar o refino, prática que comprometeria suas licenças operacionais.

Apesar das recorrentes batalhas judiciais e policiais, o Grupo Refit manteve uma estratégia agressiva de marketing nos últimos anos. A companhia investiu em patrocínios de grande visibilidade, associando sua marca a eventos de prestígio internacional como a liga de futebol americano NFL e o UFC. No entanto, as novas diligências da Polícia Federal reforçam a pressão sobre o conglomerado e seu proprietário, cujas atividades seguem sob rigoroso escrutínio dos órgãos federais e estaduais.

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