PP cancela ato de formalização de apoio a Tarcísio de Freitas em São Paulo
Decisão ocorre após o senador se tornar alvo de operação da PF por suspeita de recebimento de propinas de dono de banco.

O Progressistas adiou o ato de apoio à reeleição de Tarcísio de Freitas após o senador Ciro Nogueira ser alvo de operação da PF por suspeita de receber propinas de banqueiro.
O apoio oficial do Progressistas (PP) à campanha de reeleição de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo foi temporariamente suspenso. O partido decidiu adiar o ato solene que ocorreria na próxima segunda-feira, após o presidente da legenda, o senador Ciro Nogueira, tornar-se o principal alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na última semana.
As investigações federais indicam a existência de um esquema de benefícios financeiros indevidos que vinculam o parlamentar ao proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro. De acordo com a PF, Nogueira teria recebido repasses mensais vultosos, além de ter despesas de luxo, como hospedagens e jatinhos, custeadas pelo empresário em troca de influência legislativa, incluindo a apresentação de emendas favoráveis aos interesses da instituição financeira no Senado.
Interlocutores do PP afirmam que a mudança de planos ocorreu após diálogos diretos entre Nogueira e o governador paulista, embora o Palácio dos Bandeirantes oficialmente negue o contato. Apesar do constrangimento gerado pela investigação, os membros da sigla asseguram que a aliança política para o pleito de outubro permanece mantida, sofrendo apenas uma alteração no cronograma de formalização pública.
Em resposta às acusações, a defesa de Ciro Nogueira nega qualquer irregularidade e contesta as afirmações da Polícia Federal sobre sua atuação parlamentar. Enquanto isso, o cenário eleitoral paulista observa os reflexos da operação policial, que aponta o senador como beneficiário central de vantagens financeiras e pagamentos em espécie sob suspeita.






