PF encontra vídeo de mala com R$ 500 mil em celular de deputado em esquema de caixa dois
Polícia Federal investiga repasse de R$ 2,9 milhões para financiamento de campanhas e fraudes em postos de combustíveis no Norte Fluminense.

A Polícia Federal identificou um vídeo com R$ 500 mil em dinheiro vivo no celular do deputado Thiago Rangel, supostamente destinado pelo ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, para campanhas políticas. A investigação apura um esquema de caixa dois de R$ 2,9 milhões e fraudes em postos de combustíveis.
Investigações da Polícia Federal revelaram um vídeo, armazenado no celular do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), que mostra uma mala contendo R$ 500 mil em espécie. Segundo a PF, o montante faria parte de um acordo maior, estimado em R$ 2,9 milhões, supostamente destinado pelo ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), para financiar candidaturas de aliados na região de Campos dos Goytacazes durante as eleições de 2024.
As autoridades apontam que o esquema de caixa dois visava fortalecer o grupo político de Rangel, beneficiando inclusive sua filha, Thamires Rangel, eleita a vereadora mais jovem do país. Além das imagens, a perícia encontrou áudios e mensagens de um suposto operador financeiro que detalham a estratégia de manter lideranças políticas por meio de cargos na estrutura estatal e o repasse de valores para garantir apoio eleitoral de última hora.
O inquérito também aponta irregularidades na gestão de recursos da Educação, envolvendo o direcionamento de licitações para reformas escolares. Paralelamente, a PF investiga fraudes em postos de gasolina pertencentes ao deputado Thiago Rangel. Planilhas indicam que os estabelecimentos lucravam cerca de R$ 1,6 milhão mensais através da adulteração de bombas, entregando menos combustível do que o valor pago pelos consumidores no visor.
Em nota, a defesa de Thiago Rangel nega qualquer irregularidade e contesta a existência de um operador financeiro ou o recebimento de verbas ilícitas. Os representantes de Rodrigo Bacellar afirmam que ele não é alvo da operação e que não possui qualquer envolvimento com os fatos citados. Thamires Rangel também declarou que sua campanha foi financiada conforme as normas legais, com todas as contas aprovadas pela Justiça Eleitoral.






