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Crise estrutural e superlotação geram denúncias no Hospital do Campo Limpo em SP

Relatos apontam pacientes em corredores, acúmulo de funções entre funcionários e problemas com o descarte de lixo na unidade da Zona Sul.

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Redação 360 Notícia
20 de maio de 2026 às 00:002 min
Crise estrutural e superlotação geram denúncias no Hospital do Campo Limpo em SP
Foto: Reprodução
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Usuários e trabalhadores do Hospital Municipal do Campo Limpo relatam falta de leitos, profissionais sobrecarregados e problemas de higiene na unidade da Zona Sul paulistana.

O Hospital Municipal do Campo Limpo, importante centro de saúde na Zona Sul de São Paulo, é alvo de graves reclamações por parte de usuários e profissionais. Relatos indicam que a unidade sofre com uma superlotação crônica, resultando em diversos pacientes acomodados de forma improvisada em macas espalhadas pelos corredores. Além da falta de espaço adequado, quem busca atendimento reclama de tempos de espera excessivos, que em situações extremas podem ultrapassar semanas sem a assistência necessária ou condições básicas de higiene.

A crise estrutural também afeta a parte sanitária e logística da instituição. Denúncias apontam que resíduos estão sendo armazenados em locais impróprios, incluindo áreas próximas ao refeitório, o que gera riscos de contaminação e a presença de insetos. Representantes de movimentos sociais de saúde da região classificam o cenário como um descaso, destacando que a complexidade do hospital exigia uma gestão mais eficiente para suportar a alta demanda da população local.

Os colaboradores da unidade também manifestam insatisfação, especialmente após mudanças recentes na administração da organização social responsável. Eles apontam uma sobrecarga de trabalho gerada pelo acúmulo de funções, como a necessidade de buscar medicamentos pessoalmente e a falta de maqueiros suficientes para o transporte de enfermos. Segundo os trabalhadores, essas falhas operacionais deixam os pacientes desassistidos durante os períodos em que a equipe precisa se deslocar para realizar tarefas secundárias.

Em resposta aos questionamentos, a Secretaria Municipal da Saúde declarou que o hospital está passando por um processo de modernização e reforma. O órgão informou que o projeto prevê a ampliação do número de leitos e a criação de uma nova maternidade. A gestão ressaltou ainda que, somando os atendimentos com a UPA da região, o complexo assiste mais de 20 mil pessoas mensalmente, e que as obras visam justamente suprir essa intensa demanda por serviços de saúde na Zona Sul.

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