Parceria entre Swatch e Audemars Piguet gera filas e confusão em metrópoles mundiais
Colaboração "Royal Pop" com a Audemars Piguet atrai multidões às lojas e movimenta mercado de revenda com preços inflacionados.

O lançamento da coleção Royal Pop, parceria entre Swatch e Audemars Piguet, provocou filas e tumultos em lojas globais. Os modelos de bolso, vendidos por US$ 400, já alcançam altos valores no mercado de revenda.
Uma nova parceria entre as gigantes suíças Swatch e Audemars Piguet desencadeou cenas de desordem em centros comerciais ao redor do globo. Batizada de "Royal Pop", a coleção revisita o icônico design Royal Oak sob uma estética vibrante e despojada, característica dos modelos POP da Swatch que marcaram os anos 1980. O lançamento atraiu multidões que disputaram as limitadas unidades, forçando a intervenção policial em cidades como Nova York, Milão e Bangkok para conter o tumulto nas portas das lojas.
A linha é composta por oito modelos de relógios de bolso fabricados em Bioceramic, um composto sustentável que utiliza cerâmica e derivados de óleo de rícino. Com versatilidade de uso — podendo ser carregados no bolso, presos a bolsas ou pendurados no pescoço por cordões de diferentes tamanhos —, os itens apresentam cores intensas e duas variações de estrutura: uma com a coroa no topo e outra com tampa frontal protetora. O diferencial técnico aliado ao apelo visual transformou rapidamente as peças em objetos de desejo para entusiastas da moda.
O principal motor da alta demanda é o preço acessível de aproximadamente US$ 400, uma fração dos valores praticados pela Audemars Piguet em suas linhas convencionais de luxo. Essa disparidade alimentou um mercado de revenda imediata, com conjuntos completos sendo negociados por cifras que superam os US$ 25 mil em plataformas digitais. Diante da confusão e das críticas às estratégias de divulgação, a Swatch limitou as vendas a um item por cliente, reforçando que a segurança de funcionários e compradores é a prioridade no momento.






