Economia

Papa Leão XIV conhece Ferrari Luce de R$ 3,2 milhões e ganha volante do 1º elétrico da marca

Com 1.050 cv e design assinado por ex-designer da Apple, o primeiro elétrico da marca foi apresentado ao Pontífice, que ganhou o volante do modelo de presente.

Por
Redação 360 Notícia
27 de maio de 2026 às 22:003 min
Papa Leão XIV conhece Ferrari Luce de R$ 3,2 milhões e ganha volante do 1º elétrico da marca
Foto: Reprodução
Compartilhar

O Papa Leão XIV conheceu o luxuoso Ferrari Luce, o primeiro modelo 100% elétrico da marca italiana. Com 1.050 cv e custando R$ 3,2 milhões, o SUV minimalista desenhado por ex-designer da Apple marca uma mudança histórica na fabricante de Maranello.

Em um encontro que une a tradição secular da Igreja Católica à vanguarda da engenharia automotiva italiana, o Papa Leão XIV recebeu em audiência privada o presidente da Ferrari, John Elkann, para o lançamento oficial do Ferrari Luce. O modelo, que marca a estreia definitiva da fabricante de Maranello no segmento de veículos 100% elétricos, foi apresentado ao Pontífice no Vaticano. Durante a demonstração, o Papa demonstrou profundo interesse tecnológico, chegando a ocupar o banco do motorista para conhecer as funcionalidades da cabine. Como gesto simbólico dessa nova fase da marca, Leão XIV foi presenteado com um volante do novo modelo, peça que sintetiza a complexidade e a modernidade do projeto.

O surgimento do Ferrari Luce ocorre em um momento de transição histórica para a indústria de luxo. A Ferrari, conhecida mundialmente pelo rugido característico de seus motores de combustão interna, enfrenta agora o desafio de convencer seus puristas de que o desempenho pode coexistir com a sustentabilidade. O veículo não é apenas o primeiro carro elétrico da marca, mas também o primeiro a oferecer uma configuração de cinco lugares, expandindo o conceito de utilitário esportivo (SUV) iniciado pela Purosangue. Com um preço estimado em US$ 610 mil (aproximadamente R$ 3,2 milhões em conversão direta), o Luce se posiciona como um divisor de águas, buscando iluminar — como o próprio nome sugere — o futuro da mobilidade elétrica de alto padrão.

O design do Luce tem sido o principal foco de discussões entre especialistas e entusiastas. Sob a influência de Jony Ive, ex-designer chefe da Apple e agora líder do estúdio Lovefrom, o carro rompe com diversas linhagens estéticas tradicionais da Ferrari. A carroceria apresenta formas mais arredondadas e uma linha de cintura elevada, aproximando-se de proporções mais convencionais, embora mantenha elementos futuristas como o capô flutuante e limpadores de para-brisa verticais posicionados nas extremidades. Internamente, a filosofia minimalista da Apple é evidente: a interface descarta o excesso de comandos físicos em favor de telas com cantos arredondados e uma leitura intuitiva das informações, proporcionando um ambiente que mescla o luxo automotivo com a experiência tecnológica dos dispositivos móveis de última geração.

No que diz respeito à performance, a Ferrari não economizou em números para provar que a eletricidade pode ser emocionante. O Luce é equipado com quatro motores elétricos — um para cada roda —, gerando uma potência combinada de impressionantes 1.050 cavalos. Essa força permite que o veículo saia da imobilidade e atinja 100 km/h em apenas 2,5 segundos, com uma velocidade máxima limitada a 310 km/h. Para sustentar tamanha exigência energética, o carro dispõe de baterias de 122 kWh integradas a um sistema de 800V, garantindo uma autonomia superior a 530 km. Além disso, a capacidade de carregamento de até 350 kW em postos super-rápidos endereça uma das maiores preocupações do setor: o tempo de recarga, permitindo recuperar grande parte da energia em cerca de 20 minutos.

Para o público brasileiro e o mercado global, a recepção do Papa Leão XIV ao projeto serve como uma sinalização importante de que a transição energética é um caminho sem volta, inclusive para os símbolos máximos do prestígio. Embora a reação inicial dos acionistas e fãs tradicionais tenha sido mista, devido à quebra de paradigmas visuais e sonoros, a Ferrari aposta que o domínio tecnológico e o selo de aprovação de figuras públicas ajudará a consolidar o Luce. O próximo passo da montadora será iniciar as entregas globais, monitorando de perto como a ausência do som do motor V12 será compensada pela experiência de condução silenciosa e instantânea que apenas a motorização elétrica de mais de mil cavalos pode oferecer. O encontro no Vaticano, portanto, não foi apenas uma ação de marketing, mas o registro histórico da benção à nova era da velocidade sustentável.

#Ferrari Luce#Papa Leão XIV#carro elétrico#luxo#automobilismo#Vaticano#Jony Ive#inovação

Leia também