Mineiro conquista o cume do Monte Everest e descreve superação em condições extremas
Natural de São Lourenço, Francisco Márcio Campos é o 43º brasileiro a chegar ao topo do mundo e relata desafios na 'zona da morte'.

O mineiro Francisco Márcio Campos tornou-se o 43º brasileiro a chegar ao topo do Everest. Após anos de preparação, ele superou os riscos da zona da morte e celebrou o feito histórico.
O montanhista Francisco Márcio Campos, de 38 anos e natural de São Lourenço (MG), inscreveu seu nome na história do alpinismo nacional ao atingir o cume do Monte Everest. A conquista ocorreu no último domingo (18), por volta das 8h52 no horário local, consolidando o mineiro como o 43º brasileiro a completar a jornada até o ponto mais elevado da Terra, situado a 8.848 metros de altitude, na fronteira entre o Nepal e o Tibete.
A trajetória de Campos no esporte começou há cinco anos, enquanto ele residia na China e se encantou pelas paisagens do Himalaia. O que iniciou como uma curiosidade em picos de 5 mil metros transformou-se em um objetivo concreto em 2021, após uma visita ao campo base da montanha. Para realizar o sonho, o atleta passou por um rigoroso período de treinamento técnico e psicológico, acumulando experiência em outras elevações imponentes, como o Aconcágua e o Manaslu.
Apesar da euforia ao alcançar o topo, Francisco ressaltou os perigos extremos enfrentados durante a expedição, especialmente na fase de retorno. O alpinista relatou o impacto emocional de atravessar a "zona da morte", onde o oxigênio é reduzido e o cansaço físico extremo amplia o risco de quedas fatais. Segundo ele, presenciar corpos de outros escaladores que não resistiram ao trajeto serviu como um lembrete constante da fragilidade humana e da necessidade de manter o foco total para retornar com segurança.
Durante os dias em que esteve incomunicável na montanha, a família do alpinista viveu momentos de forte ansiedade em Minas Gerais. O apoio dos familiares, contudo, foi fundamental para que ele suportasse as condições adversas e o investimento pessoal e financeiro exigido. Atualmente morando nos Estados Unidos, Campos destaca que a experiência alterou sua percepção de capacidade individual e resiliência diante do medo.






