PF apura desvios de R$ 1,7 milhão em contratos de merenda escolar no sul da Bahia
Operação conjunta com a CGU cumpre mandados em Ilhéus e outras cidades baianas para apurar superfaturamento e conluio em licitação de alimentos.

Operação da Polícia Federal investiga irregularidades em contrato de R$ 15,5 milhões destinado à merenda escolar no município de Ilhéus. Suspeita indica superfaturamento de R$ 1,7 milhão e favorecimento de empresas.
Agentes da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (21), uma operação para investigar possíveis fraudes no fornecimento de alimentação escolar em Ilhéus, no sul baiano. A ação consistiu no cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão, visando coletar provas em repartições públicas municipais, residências de agentes públicos e sedes de companhias privadas. Além de Ilhéus, as diligências se estenderam aos municípios de Itagimirim, Camaçari e Lauro de Freitas.
O foco da investigação é um contrato emergencial de aproximadamente R$ 15,5 milhões destinado à merenda. Conforme apurado pelos investigadores, há indícios de que o processo licitatório tenha sido manipulado para favorecer determinadas empresas em um esquema de conluio. A PF estima que o sobrepreço nos produtos adquiridos ultrapasse a marca de R$ 1,7 milhão, indicando um prejuízo direto aos cofres públicos da cidade.
Um dos pontos centrais do inquérito revela que diversos itens alimentícios foram comprados por valores significativamente maiores do que os praticados no comércio varejista. Tal discrepância chama a atenção das autoridades, uma vez que compras governamentais em larga escala deveriam, por natureza, garantir preços inferiores aos de mercado. A operação foi autorizada pelo Judiciário local após manifestação favorável do Ministério Público da Bahia.
Com a análise dos materiais apreendidos nesta manhã, a Polícia Federal pretende detalhar a participação de cada envolvido no esquema. Caso as irregularidades sejam comprovadas, os suspeitos poderão ser indiciados por crimes como associação criminosa, corrupção e violação das normas de competitividade em licitações. O trabalho conjunto entre os órgãos de controle busca garantir a transparência no uso de recursos federais destinados à educação básica.






