Alego mantém silêncio sobre medidas disciplinares após ameaças entre deputados do PL
Passadas duas semanas do episódio envolvendo Amauri Ribeiro e Major Araújo, Legislativo goiano promete rigor, mas segue sem definições concretas.

Quinze dias após ameaças de morte em plenário, a Alego ainda não aplicou sanções aos deputados Amauri Ribeiro e Major Araújo. O presidente da Casa promete celeridade, enquanto o caso repercute no Conselho de Ética.
Passados quinze dias do grave desentendimento entre os deputados estaduais Amauri Ribeiro e Major Araújo, ambos integrantes do Partido Liberal (PL), a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) ainda não formalizou punições ou medidas administrativas. O episódio, ocorrido no plenário, chamou a atenção pela escalada de violência verbal, culminando em ameaças diretas de morte trocadas entre os parlamentares diante de testemunhas e câmeras.
O presidente da Casa, Bruno Peixoto (União), manifestou publicamente o compromisso de garantir que o caso não termine sem sanções. Segundo Peixoto, há uma cobrança interna por agilidade nos processos, embora a presidência da Alego ainda não tenha definido um cronograma oficial ou prazos para o andamento das investigações no Conselho de Ética. Enquanto o Legislativo avalia os ritos internos, a tensão entre os envolvidos permanece elevada no cotidiano parlamentar.
O conflito teve origem em discordâncias sobre a atuação política do senador Wilder Morais (PL), mas rapidamente evoluiu para um campo pessoal. Após as rusgas iniciais, Major Araújo chegou a oficializar um pedido para portar arma de fogo durante as sessões plenárias, alegando necessidade de autodefesa. Por outro lado, a equipe de Amauri Ribeiro acionou órgãos como o Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Militar, buscando a responsabilização do colega pelas ameaças proferidas.





