Operação Vérnix: Polícia mira transportadora que lavava milhões para lideranças do PCC
Investigação revela que cúpula de facção utilizava empresa de fachada no interior paulista para movimentar milhões sob comando de dentro de presídios.

Polícia Civil e Gaeco desarticulam esquema de lavagem de dinheiro do PCC que utilizava transportadora em Presidente Venceslau para movimentar R$ 20 milhões.
A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público, por meio do Gaeco, deflagraram nesta quinta-feira (21) a Operação Vérnix. A ação foca em um complexo sistema de lavagem de dinheiro operado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) através de uma transportadora sediada em Presidente Venceslau. De acordo com o inquérito, a empresa movimentou cerca de R$ 20 milhões para branquear recursos obtidos de forma ilícita pela cúpula da facção.
As investigações apontam que a transportadora não era apenas uma prestadora de serviços, mas uma organização criada e gerida indiretamente por lideranças como Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola, e seu irmão, Alejandro Camacho Junior. A polícia descobriu que ordens sobre a divisão de lucros e aquisição de veículos eram transmitidas de dentro de presídios federais, contando com o apoio de familiares e intermediários para a execução das transações financeiras.
Entre os alvos que teriam recebido repasses da empresa de fachada está a influenciadora Deolane Bezerra. A análise de dispositivos apreendidos indicou que ela utilizaria sua estrutura financeira para integrar valores da facção à economia formal. Diante das provas, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 327 milhões, o sequestro de bens de luxo e imóveis, além da inclusão dos nomes dos investigados na lista de procurados da Interpol.




