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Gestão de safra exige rigor trabalhista e planejamento na colheita do café

Setor cafeeiro intensifica orientações sobre formalização contratual, direitos dos safristas e segurança jurídica nas propriedades.

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Redação 360 Notícia
21 de maio de 2026 às 13:002 min
Gestão de safra exige rigor trabalhista e planejamento na colheita do café
Foto: Reprodução
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Cafeicultores devem seguir normas rigorosas de formalização, saúde ocupacional e transporte para garantir conformidade social e trabalhista durante a safra.

Com a aproximação da colheita do café, a gestão de mão de obra temporária tornou-se um pilar central para o sucesso das fazendas. A profissionalização do setor e a vigilância constante dos mercados quanto ao cumprimento de normas sociais exigem que o cafeicultor organize cada etapa da contratação de safristas. Segundo orientações de entidades do setor, como o Sistema OCEMG e o Sistema Faemg Senar, a formalização deve ocorrer via eSocial e Carteira de Trabalho Digital, garantindo que o vínculo dure estritamente o período da safra.

A preparação deve ocorrer antes mesmo da chegada dos trabalhadores às propriedades. A realização de exames médicos admissionais é obrigatória, assim como a transparência sobre as condições de trabalho, incluindo remuneração, moradia e transporte. Para produtores que buscam pessoal em outras regiões, é fundamental assegurar o transporte gratuito e seguro, além de custear despesas com alimentação durante o deslocamento. Práticas que limitem a liberdade do empregado ou a retenção de seus documentos são terminantemente proibidas.

O rigor também se aplica ao trabalho de jovens e à convivência no campo. A legislação veta o emprego de menores de 18 anos em funções perigosas ou insalubres, sendo permitido apenas o regime de aprendizagem para maiores de 14 anos, desde que frequentem a escola. Além disso, as propriedades devem combater ativamente qualquer forma de discriminação — seja por critérios de gênero, raça ou religião — e garantir um ambiente livre de assédio. O desrespeito a essas normas pode resultar em sanções administrativas severas e danos à reputação do produtor.

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