Secretaria de Saúde esclarece origem de receita com prescrição de cunho sexual em Alagoinha
Estagiárias foram desligadas após criarem documento falso com recomendação inapropriada em unidade de saúde em Pernambuco.

Investigação da Secretaria de Saúde de Alagoinha revela que receita inusitada foi fruto de brincadeira de estagiárias. Profissional que teve carimbo usado indevidamente foi inocentada e reintegrada.
A Secretaria de Saúde de Alagoinha, no Agreste de Pernambuco, concluiu a investigação sobre uma polêmica prescrição médica que sugeria três horas de relações sexuais. Segundo o órgão municipal, o documento foi criado por duas estagiárias de um curso técnico de enfermagem como uma forma de "brincadeira" dentro da Unidade Mista Maria Elizária Paes. O caso ganhou repercussão nacional após a imagem do receituário viralizar nas plataformas digitais.
As apurações indicaram que as estudantes utilizaram folhas oficiais com o timbre da prefeitura e o carimbo de uma profissional técnica, porém sem a assinatura ou consentimento da mesma. Inicialmente, a técnica de enfermagem cujo nome constava no documento foi afastada preventivamente de suas funções até que a sindicância administrativa esclarecesse as circunstâncias do ocorrido.
Com a comprovação de que a profissional não teve participação ou ciência do ato, ela foi reintegrada ao quadro de funcionários da unidade de saúde. Por outro lado, as duas estagiárias envolvidas no episódio foram desligadas imediatamente de suas atividades práticas. A prefeitura reiterou que a conduta foi isolada e não condiz com os protocolos de atendimento da rede pública municipal.






