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Despedida de piloto morto em SP é marcada por desejo de homenagem aérea no litoral

Vítima de latrocínio na capital, profissional da aviação deixou registrado em livro o desejo de que suas cinzas fossem lançadas em São Vicente.

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Redação 360 Notícia
21 de maio de 2026 às 15:002 min
Despedida de piloto morto em SP é marcada por desejo de homenagem aérea no litoral
Foto: Reprodução
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O experiente piloto Dato de Oliveira, morto em assalto na capital paulista, recebe últimas homenagens em Santos e terá cinzas jogadas ao mar, conforme desejo literário.

Familiares e amigos se reuniram nesta quinta-feira (21) em Santos para a despedida de Odailton de Oliveira Silva, conhecido no setor aéreo como Dato de Oliveira. O piloto de 77 anos faleceu na última terça-feira após ser atingido por um disparo na cabeça durante uma tentativa de assalto no bairro do Butantã, em São Paulo. O velório ocorreu sob forte comoção na Memorial Necrópole Ecumênica, onde a trajetória do profissional foi exaltada por colegas de longa data.

A cerimônia fúnebre antecedeu o processo de cremação, respeitando uma vontade expressa pelo piloto em sua autobiografia intitulada "Voar é a segunda melhor coisa do mundo". Na obra, publicada em 2011, Dato manifestou o desejo de que seus restos mortais fossem lançados ao mar na Praia do Itararé, em São Vicente. Ele visualizava uma homenagem final realizada por um colega aviador, que deveria sobrevoar a região em baixa altitude e velocidade reduzida para espalhar as cinzas sobre as águas onde ele surfou durante a juventude.

Com quase cinco décadas de experiência na aviação, Dato de Oliveira tornou-se uma figura emblemática ao comandar o Globocop em coberturas jornalísticas na capital paulista. Além da perícia técnica no ar, ele também explorou o campo das artes, chegando a atuar no cinema ao lado de Wagner Moura. Sua morte prematura ocorreu enquanto ele dirigia pela Avenida do Rio Pequeno; na ocasião, um motociclista anunciou o roubo e efetuou o disparo, causando a colisão do veículo do piloto contra um ônibus.

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