Investigada por morte no trânsito, policial militar é promovida a cabo em Roraima
Mariana Evangelista Albuquerque, que admitiu envolvimento em acidente fatal e omissão de socorro, subiu de patente em cerimônia oficial.

Policial que arrastou moto por 8 km após colisão fatal é promovida a cabo em Roraima. Investigada confessou o crime em acordo judicial para prestar serviços comunitários.
Uma policial militar investigada pela morte de uma mulher em um acidente de trânsito foi promovida de patente em Roraima. Mariana Evangelista Albuquerque, que antes atuava como soldado, passou ao posto de cabo durante uma cerimônia oficial realizada pelo governo estadual na última quarta-feira (20). A ascensão na carreira ocorre enquanto tramitam desdobramentos jurídicos sobre a colisão fatal ocorrida na rodovia RR-205, em dezembro do ano passado, que vitimou a vendedora Andrea Encarnação da Silva.
De acordo com o inquérito policial, o veículo conduzido pela oficial atingiu a motocicleta onde estavam Andrea e seu marido. Após o impacto, a moto foi arrastada por aproximadamente 8 quilômetros, e a condutora deixou o local sem oferecer assistência às vítimas. Em depoimento posterior, a militar alegou que não percebeu a gravidade do ocorrido imediatamente e que fugiu por receio de sofrer represálias. O impacto causou a morte imediata da passageira e deixou o condutor da moto hospitalizado por dois meses.
A corporação justificou a promoção afirmando que a policial cumpriu os requisitos objetivos previstos na legislação para a mudança de cargo. No âmbito judicial, a investigada firmou um acordo de não persecução penal, admitindo a responsabilidade para evitar um processo criminal. Ela deverá cumprir um ano e oito meses de serviços comunitários. A defesa da cabo ressaltou que o episódio é de natureza pessoal, sem vínculo com o exercício de sua função pública, e informou que já houve reparação financeira à família da vítima na esfera cível.





